Paulo Gustavo de Souza
06/09/2008 00:33
Escolhas. A vida é feita de escolhas. Para tudo na vida, temos sempre duas opções. Completamente antagônicas, é bom que se frise. Por isso mesmo, precisamos de parâmetros confiáveis para que possamos tomar nossas decisões e escolher bem nossos caminhos. Caso contrário, passaríamos a vida inteira navegando em um oceano de incertezas.
O que seria do certo se não houvesse o errado? O que seria da luz se não houvesse a escuridão? O que seria do sim se não houvesse o não? O que seria do alto se não houvesse o baixo? O que seria do magro se não houvesse o gordo? O que seria do macio se não houvesse o áspero? O que seria do dia se não houvesse a noite? O que seria do quente se não houvesse o frio? O que seria da sorte se não houvesse o azar? O que seria do tudo se não houvesse o nada? O que seria da paz se não houvesse a guerra? O que seria do bem se não houvesse o mal? O que seria do primeiro se não houvesse o último? O que seria da regra se não houvesse a exceção? O que seria da vida se não houvesse a morte? O que seria de mim se não houvesse você? São todas perguntas complicadas. Mais do que isso: são paradoxos para os quais os seres humanos não possuem as respostas. Acredito que, em meio a tantas incertezas, cabe a cada um de nós escolher o rumo que daremos às nossas vidas. Afinal, a verdade é que nossas mínimas e cotidianas escolhas podem nos conduzir a lugares nunca antes imaginados, formando uma infinita e interligada seqüência de fatos não planejados. A vida, portanto, é plena de possibilidades.
Assim sendo, tomarei a liberdade de discordar do grande poeta português Fernando Pessoa: “Navegar não é preciso. Escolher é preciso...”