Professor Alves
30/08/2008 00:56
O verdadeiro analfabeto político
É entendido, segue os ditames de Brecht, abre o peito para dizer: Eu voto, o voto é minha arma, sem ele as prostitutas se multiplicam, a saúde está morta, a educação não existe, meu povo não tem redenção, ou é ignaro para balbuciar: voto no candidato da mãe que vai me dar uma dentadura, um copo de cerveja e um prato de feijoada.
Desconhecem eles, míseros eleitores, que o verdadeiro analfabeto é o que vota, é o que coloca a raposa no galinheiro. A política é a resina que molda a volúpia por poder. A política, unifica todo ser, mais que a morte. Torna a todos escravos da ganância, e lhes instala no peito o vírus da corrupção, que embota as mentes, antes honestas(?) Individualiza interesses coletivos, e como uma pandemia se espalha escolas, fábricas, sindicatos, bairros, cidades, países, galáxias. Não há política nem politicalha, como queria Rui.
O que há é a ciência do descaso, da mentira, da usura. E o povo? Torna-se vítima desses interesses. E aí sim surgem mais miseráveis que se multiplicam feito tapurus na carne podre, prostitutas desfilam suas almas enviesadas nas vielas da solidão, professores mal pagos destroem horizontes infantis, morre-se, é irônico, nas filas dos hospitais. E quando vem a chuva arrasta consigo destinos
E se é tempo de seca, sinas são tragadas pela terra. E os petistas, tucanos, pefelistas, bispos, verdes, comunistas estalam o açoite nos palacetes da devassidão entre risos, lagostas e uísques. Enquanto a turba pede esmolas, educação, saúde. A quem de seus votos se fartará? Tudo graças ao verdadeiro analfabeto político.