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Nartinelli Almeida

Visita ao museu de redenção

Nartinelli Almeida de Andrade


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28/06/2008 00:24

Grupo de alunos visita o Museu da Senzala, localizado na cidade de Redenção, interior do Ceará (Foto: Divulgação)
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Grupo de alunos visita o Museu da Senzala, localizado na cidade de Redenção, interior do Ceará (Foto: Divulgação)

No último dia 30 de maio alunos do 8º e 9º Anos e professores da Escola Joaquim Aguiar (Maracanaú) realizaram uma visita ao Museu da Senzala Negro Liberto, localizado na cidade de Redenção, tal experiência foi muito prazerosa e riquíssima para todos nós, em especial, para quem gosta de aprender mais sobre história, escravidão, direitos humanos e cultura local.

O Museu fica localizado na entrada da cidade, no Engenho Livramento. Lá fomos recebidos pelo jovem Rafael. Ele falou a respeito das máquinas antigas e mais recentes usadas para moer a cana-de-açúcar para a produção da cachaça Douradinha.

Logo após, adentramos na casa grande, lá observamos móveis antigos do final do século XIX, algumas cédulas e utensílios antigos, fotos da família Muniz Rodrigues e histórias da época da escravidão.

Ao sairmos da casa grande, descemos para a senzala. Lá são inúmeros os morcegos existentes. Podemos conhecer todas as formas de torturas e castigos a que eram submetidos os negros. Argolas, gargantilhas, chicotes, troncos, correntes e até a solitária, onde o negro punido passava a noite suportando dores e sofrimentos.

A visita segue até a casa das mucamas, onde conhecemos mais a respeito da escravidão e até da religiosidade dos africanos.

O canavial ainda está lá e o Rio Pacoti também passa pelo local. Ao final, podemos dar uma parada na lojinha do Museu, onde tivemos a oportunidade de saborear a cachaça, rapadura e diversos artigos da culinária da região.

Entrando na cidade de Redenção, encontramos as escadarias da capela de Santa Rita e a imagem de N. Sra. das Graças, que para alcançá-la, é necessário superar os cerca de 300 degraus. Apesar do cansaço, a vista é muito bonita e compensadora.

Com certeza, foi uma aula de campo que valeu a pena. Fica a sugestão para que outras escolas e mais pessoas possam conferir e aprender mais ainda sobre a nossa história e para que possamos respeitar mais os negros, sua raça, seus costumes.

Nossos agradecimentos a Fundação Francisco Moura que nos oportunizou o transporte para a visita.


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