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Obama vai ao Iraque e espera retirar tropas em 2 anos

Obama encontrou-se com o presidente Jalal Talabani e o premier Nuri al-Maliki, além de comandantes dos EUA no Iraque. Mas os iraquianos têm dúvidas sobre a capacidade do candidato de mudar seu destino. A mídia nada divulgou sobre a visita


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22/07/2008 00:28

Obama: visita não divulgada (Foto: AFP)
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Obama: visita não divulgada (Foto: AFP)

O candidato do Partido Democrata à presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, que deseja retirar o contingente americano do Iraque em dois anos, se encontrou ontem com dirigentes do país no primeiro dia de viagem a Bagdá. Obama teve reunião com o presidente Jalal Talabani, depois de ter sido recebido pelo primeiro-ministro Nuri al-Maliki.

"Senhor presidente, é um prazer revê-lo. Espero que esteja bem", disse a Talabani que o aguardava na entrada do edifício. Esta é a segunda visita de Obama, 46 anos, ao Iraque, após uma breve passagem em janeiro de 2006. Pouco antes, nesta viagem, Obama esteve no Kuwait, onde conversou com o emir (monarca) Sabah al-Ahmed al-Jaber al-Sabah.

Obama também encontrou-se com os comandantes militares dos EUA no Iraque, entre eles o general David Petraeus, conhecido pela estratégia de sobressalto com o envio de reforços que levou relativa calma ao Iraque em 2007. "Desde o meu primeiro dia como presidente, darei aos militares uma nova missão: acabar com a guerra", anunciou Obama antes da viagem.

Os EUA mantêm 146 mil militares no Iraque, dos quais 4.100 estão desde março de 2003.

No domingo, Obama encontrou-se em Cabul o presidente afegão, Hamid Karzai, que ele já criticou por ter permitido a volta com força dos talibãs, retirados do poder em 2001 por uma ofensiva comandada pelos EUA.

Os iraquianos têm dúvidas sobre a capacidade de Obama mudar seu destino. Os jornais da capital iraquiana sequer mencionaram a vinda do senador. A televisão estatal também omitiu a viagem de Obama. Para muitos iraquianos, a campanha militar, que custou mais de US$ 500 bilhões aos contribuintes norte-americanos, foi motivada pelo desejo dos EUA de controlar as imensas reservas de petróleo do país do Golfo Pérsico. (das agências de notícias)

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