03/07/2008 01:19

Após seis anos de cativeiro, a recém liberta Ingrid Betancourt tinha muito a dizer. Aos presidentes Hugo Chávez, da Venezuela, e Rafael Correa, do Equador, a ex-senadora agradeceu pela mediação entre o governo e a guerrilha, destacando sua importante para o processo de paz na Colômbia.
Mas a franco-colombiana mandou um recado claro. "Os colombianos elegeram (Álvaro) Uribe, não as Farc", disse Ingrid, ressalvando que a mediação deve respeitar a democracia colômbiana".
Emocionada, a ex-senadora agradeu ao Exército da Colômbia, contou detalhes da operação, e elogiou presidente Uribe pela decisão de autorizar um resgate militar -sem a qual, acredita, jamais teria saído da selva. As famílias dos seqüestrados se opunham ao resgate, por temer a morte dos reféns. Já no desembarcou, em Bogotá, Ingrid falou com jornalistas. Mais tarde, concedeu entrevista à rede americana CNN e encontrou o presidente da França, Nicolás Sarkozy. (Folhapress)
E-Mais
Para o governo brasileiro, a libertação da ex-candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt e de outros 14 reféns abre caminho para uma "pacificação total" da Colômbia. Segundo o chanceler Celso Amorim, o Brasil poderá ajudar nessas negociações, se assim for solicitado pelas partes. A notícia da libertação dos reféns interrompeu a conversa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com He Guoqiang, membro do Partido Comunista da China, no Palácio do Planalto. Em nota, Lula manifestou sua "satisfação" com a notícia.
CONTEÚDO EXTRA
Algumas das principais declarações da ex-refém Ingrid Betancourt
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