Alguns dos familiares de seqüestrados pelas Farc estavam sem notícias deles há cinco anos. O Congresso colombiano fez apelo à guerrilha para permitir que a Cruz Vermelha forneça atendimento médico a capturados. Venezuelanos podem estar entre eles
16/01/2008 00:08

A política colombiano-francesa Ingrid Betancourt, refém da guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) desde fevereiro de 2002, teve que ser transportada em uma rede durante longas caminhadas pelas selvas, devido a problemas de saúde. Foi o que revelou em carta divulgada ontem, em Bogotá, o coronel de Polícia, Luis Mendieta.
Na mensagem mandada do cativeiro, entregue a seus familiares na segunda-feira pela ex-refém Consuelo González, libertada quinta-feira passada com Clara Rojas, Mendieta narrou as penosas condições de saúde dos seqüestrados e revela que seus captores o mantêm algemado. Ele foi seqüestrado pelas Farc no dia 1º de novembro de 1998, numa ação armada em Mitú, no departamento de Vaupés, no Sudeste.
Consuelo entregou às respectivas famílias cartas e fotografias do ex-governador do departamento de Meta, Alan Jara; dos ex-deputados Jorge Eduardo Gechem, Gloria Polanco e Orlando Beltrán; além de quatro oficiais e suboficiais do Exército e da Polícia, entre eles Mendieta. Claudia Rugeles, esposa de Jara, seqüestrado em 15 de julho de 2001, declarou que não eram divulgadas provas de vida há cinco anos.
O Congresso colombiano fez um apelo à guerrilha das Farc, para que deixe representantes do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) ver os reféns, principalmente para o atendimento médico de pessoas como Ingrid Betancourt. O apelo foi feito pela senadora Martha Lucía Ramírez.
O presidente colombiano, Álvaro Uribe, declarou estar pronto para promover uma campanha para que a comunidade internacional retire as Farc de sua lista de grupos terroristas. Isso se os guerrilheiros avançarem em um processo de paz.
As Farc e o Exército de Libertação Nacional (ELN), também colombiano, teriam seqüestrado cidadãos venezuelanos. Foi o que denunciou o presidente da Associação Nacional de Negociantes de Gado da Venezuela (Fedenaga), Genaro Méndez, opondo-se à tese do presidente Hugo Chávez de que os rebeldes colombianos não realizam estas ações em seu país.
O líder pecuarista declarou que há 68 venezuelanos capturados, principalmente dos estados fronteiriços com a Colômbia. De acordo com o mais recente relatório da associação, datado de 29 de dezembro de 2007, no ano passado teriam sido registrados 264 seqüestros no território venezuelano, a maioria deles na fronteira do Estado de Zulia. (das agências de notícias)
CONTEÚDO EXTRA
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