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ESPERANÇA
Papa lança nova encíclica com dura crítica ao ateísmo
Na encíclica Spe Salvi, Bento XVI constata razões do fracasso da Revolução Francesa e de Marx, dizendo que o erro dele foi o materialismo
01 Dez 2007 - 01h29min
O papa Bento XVI criticou duramente o ateísmo na segunda encíclica de autoria dele, Spe Salvi (Salvos pela Esperança) divulgada ontem na Cidade do Vaticano, e que traz como tema principal a esperança. Ele alega que o ateísmo levou às maiores formas de crueldade e violações da Justiça que se conhece na humanidade e ressalta que, ao se concentrar na salvação individual, o homem ignorou a mensagem de Jesus de que a verdadeira esperança cristã representa a salvação para todos.
A humanidade não se salvará nem pelo progresso, nem pela ciência, nem pelas revoluções políticas, mas pela esperança coletiva proporcionada pelo cristianismo, segundo Bento XVI.
O documento pontíficio "é uma autocrítica do Cristianismo moderno", que se apega "à saúde pessoal da alma" como reação à fé no progresso dos últimos séculos.
"O que distingue os cristãos é o fato deles terem um futuro, saberem que sua vida não acaba no vazio", afirmou o chefe da Igreja Católica nesse novo documento. As 72 páginas do texto do sumo pontífice chegam quase dois anos depois da divulgação, em janeiro de 2006, de sua primeira encíclica, a Deus Caritas Est, dedicada ao amor e à caridade.
A decisão de apresentar o documento no dia 30 de novembro, festa de Santo André, patrono dos ortodoxos, é considerada um gesto a favor do diálogo ecumênico. Em seu texto, Bento XVI constata as razões do fracasso da Revolução Francesa e do marxismo.
"O erro de Marx não consiste apenas em não ter idealizado os ordenamentos necessários para o novo mundo, seu erro é mais profundo; ele acreditou que uma vez solucionada a economia, tudo ficaria solucionado; seu verdadeiro erro é o materialismo", escreveu.
Bento XVI consagrou sua Spe Salvi à última das três virtudes teologais: a esperança. Essas virtudes (fé, esperança e caridade) são consideradas pelo Cristianismo como dons de Deus. O santo padre reafirmou, então, que a salvação está em Deus. E declarou também não pela primeira vez, que Jesus Cristo não foi um revolucionário, "um Espártaco", escravo grego que liderou uma rebelião contra os romanos antes da era cristã, mas representa "algo totalmente diferente: um encontro com o Deus vivo". (das agências de notícias)
A humanidade não se salvará nem pelo progresso, nem pela ciência, nem pelas revoluções políticas, mas pela esperança coletiva proporcionada pelo cristianismo, segundo Bento XVI.
O documento pontíficio "é uma autocrítica do Cristianismo moderno", que se apega "à saúde pessoal da alma" como reação à fé no progresso dos últimos séculos.
"O que distingue os cristãos é o fato deles terem um futuro, saberem que sua vida não acaba no vazio", afirmou o chefe da Igreja Católica nesse novo documento. As 72 páginas do texto do sumo pontífice chegam quase dois anos depois da divulgação, em janeiro de 2006, de sua primeira encíclica, a Deus Caritas Est, dedicada ao amor e à caridade.
A decisão de apresentar o documento no dia 30 de novembro, festa de Santo André, patrono dos ortodoxos, é considerada um gesto a favor do diálogo ecumênico. Em seu texto, Bento XVI constata as razões do fracasso da Revolução Francesa e do marxismo.
"O erro de Marx não consiste apenas em não ter idealizado os ordenamentos necessários para o novo mundo, seu erro é mais profundo; ele acreditou que uma vez solucionada a economia, tudo ficaria solucionado; seu verdadeiro erro é o materialismo", escreveu.
Bento XVI consagrou sua Spe Salvi à última das três virtudes teologais: a esperança. Essas virtudes (fé, esperança e caridade) são consideradas pelo Cristianismo como dons de Deus. O santo padre reafirmou, então, que a salvação está em Deus. E declarou também não pela primeira vez, que Jesus Cristo não foi um revolucionário, "um Espártaco", escravo grego que liderou uma rebelião contra os romanos antes da era cristã, mas representa "algo totalmente diferente: um encontro com o Deus vivo". (das agências de notícias)
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