Mundo
RESPONSABILIDADE
Igreja cubana discutirá direitos humanos
O Celam decidiu que a questão dos direitos humanos deve ser tratada pela própria Igreja Católica de Cuba
José Maria Mayrink
Enviado da Agência Estado a Havana
14 Jul 2007 - 16h24min
Apesar de alguns temas espinhosos terem chegado à assembléia dos bispos latino-americanos em Havana, como as já conhecidas acusações de violações aos direitos humanos cometidas pelo governo cubano, o novo presidente do Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam), dom Raymundo Damasceno Assis, transferiu para a Conferência dos Bispos Católicos de Cuba a responsabilidade de discutir essas questões com o governo da ilha.
Dom Raymundo é arcebispo de Aparecida (SP) e foi eleito para a presidência do Celam durante o encontro em Havana. A assembléia ordinária dos bispos terminou sexta-feira última.
Segundo o Celam, os prelados receberam cartas em que mulheres e mães de "presos de consciência", detidos por se manifestarem contra a ditadura na ilha, descrevem a situação em que eles vivem nos cárceres.
Também receberam um informe mais abrangente, em nome do Movimento Cristiano Liberación, sobre a situação dos direitos humanos. Em outra carta, uma cubana se queixa de dificuldades para emigrar da ilha com uma filha. O bispo de Holguín, dom Emilio Aranguren Echeverría, que também é presidente do Conselho Pastoral Penitenciário, informou que o governo cubano tem facilitado o acesso de capelães aos encarcerados, tanto os criminosos comuns quanto os presos políticos. "Não há celebrações, mas contatos pessoais, a cada 45 dias", afirmou.
Também saiu do encontro em Havana que a Igreja Católica não reivindica a devolução das escolas católicas confiscadas e estatizadas depois da Revolução Cubana de 1959, quando Fidel Castro instalou o regime socialista na ilha. A catequese e o ensino religioso foram temas abordados no encontro de um grupo de cardeais e bispos com autoridades de primeiro nível do governo cubano, na quarta-feira.
A Igreja considerou prioridade negociar facilidades para garantir assistência religiosa aos estudantes latino-americanos que cursam universidades em Cuba, alguns deles brasileiros.
Segundo dados oficiais, os estudantes provenientes da América Latina e do Caribe somam 26 mil, dos quais 95% em cursos de Medicina, e não cerca de 10 mil, como vinha sendo divulgado. Os brasileiros são 650, mas passarão de mil no segundo semestre. Os bispos pretendem que os estudantes católicos tenham a possibilidade de assistir à missa, ter catequese e manter contatos com a comunidade cristã cubana.
Dom Raymundo é arcebispo de Aparecida (SP) e foi eleito para a presidência do Celam durante o encontro em Havana. A assembléia ordinária dos bispos terminou sexta-feira última.
Segundo o Celam, os prelados receberam cartas em que mulheres e mães de "presos de consciência", detidos por se manifestarem contra a ditadura na ilha, descrevem a situação em que eles vivem nos cárceres.
Também receberam um informe mais abrangente, em nome do Movimento Cristiano Liberación, sobre a situação dos direitos humanos. Em outra carta, uma cubana se queixa de dificuldades para emigrar da ilha com uma filha. O bispo de Holguín, dom Emilio Aranguren Echeverría, que também é presidente do Conselho Pastoral Penitenciário, informou que o governo cubano tem facilitado o acesso de capelães aos encarcerados, tanto os criminosos comuns quanto os presos políticos. "Não há celebrações, mas contatos pessoais, a cada 45 dias", afirmou.
Também saiu do encontro em Havana que a Igreja Católica não reivindica a devolução das escolas católicas confiscadas e estatizadas depois da Revolução Cubana de 1959, quando Fidel Castro instalou o regime socialista na ilha. A catequese e o ensino religioso foram temas abordados no encontro de um grupo de cardeais e bispos com autoridades de primeiro nível do governo cubano, na quarta-feira.
A Igreja considerou prioridade negociar facilidades para garantir assistência religiosa aos estudantes latino-americanos que cursam universidades em Cuba, alguns deles brasileiros.
Segundo dados oficiais, os estudantes provenientes da América Latina e do Caribe somam 26 mil, dos quais 95% em cursos de Medicina, e não cerca de 10 mil, como vinha sendo divulgado. Os brasileiros são 650, mas passarão de mil no segundo semestre. Os bispos pretendem que os estudantes católicos tenham a possibilidade de assistir à missa, ter catequese e manter contatos com a comunidade cristã cubana.
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