23/06/2007 14:07

Transladar fábricas inteiras por milhares de quilômetros atravessando fronteiras, como fez o multimilionário chinês Yin Mingshan, é uma façanha que não é inédita, mas em geral é era um feito realizado por exércitos vitoriosos.
Depois da vitória aliada contra a Alemanha nazista em 1945, por exemplo, o exército soviético desmantelou fábricas nazistas inteiras e as transportou ao território da ex-URSS, como uma forma de compensar os sofrimentos da guerra.
Nos anos 60, a própria China transportou muitos setores de sua indústria pesada ao interior do país, em preparação para o que Pequim considerava uma guerra inevitável contra os Estados Unidos ou a União Soviética. Os tempos mudaram desde então e agora o objetivo-chave é a transferência de tecnologia.
A prova da importância que a China tem dado ao acordo é que as negociações com o Brasil têm sido levadas não apenas pelos empresários da Lifan, mas também por representantes do governo chinês.
"Não falamos de um preço", disse Yin. "Mas como a fábrica já não é nova, esperamos ter que pagar menos que o montante originalmente investido pelos dois sócios do joint venture", acrescentou.
Financiar o acordo não será um problema, enfatizou, e sugeriu que se recorresse a um crédito bancário: "Vivemos num mundo de liquidez mais do que abundante. Vivemos em uma China de liquidez mais do que abundante". (das agências)
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