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ELEIÇÕES NA FRANÇA

Ségolène tenta atrair os eleitores de Bayrou na TV


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28/04/2007 14:12

SÉGOLÈNE (e) enfatizou os pontos de concordância com Bayrou
SÉGOLÈNE (e) enfatizou os pontos de concordância com Bayrou


A candidata socialista Ségolène Royal debateu neste sábado em Paris com o centrista François Bayrou - candidato derrotado no primeiro turno das eleições presidenciais na França -, cujos eleitores são muito cobiçados na perspectiva do segundo turno do pleito. A disputada será travada no dia 6 de maio entre Royal e o candidato da direita, Nicolas Sarkozy. A oito dias do segundo turno, este debate, que suscitou uma grande polêmica com Sarkozy, permitiu a Royal manter um debate cortês de quase duas horas com Bayrou no canal de televisão francês BFM.

Ambos destacaram seu desejo de sair da lógica “bloco contra bloco” da política francesa. No entanto, o líder centrista não se uniu à socialista, ressaltando principalmente suas divergências no âmbito econômico.

O objetivo deste debate era “esclarecer” os franceses sobre os pontos de convergência e os desacordos entre Royal e Bayrou, que chegou em terceiro no primeiro turno com 18,6% dos votos. A obtenção de parte desses 6,8 milhões de votos é crucial para a candidata socialista, que reuniu 25,87% dos votos no primeiro turno contra 31,18% para Sarkozy.

O candidato da direita, apontado como o vencedor do segundo turno por todas as pesquisas de opinião, denunciou este debate entre Royal e Bayrou, que considera como uma tentativa do “perdedor” centrista de se convidar no segundo turno da eleição presidencial.

Neste sábado, Sarkozy ironizou sobre “as pequenas manipulações” de seus adversários, e disse preferir ficar “no terreno, junto aos franceses”. O segundo turno será precedido quarta-feira de um muito esperado debate televisivo entre Sarkozy e Royal, que pode ser decisivo. No início deste debate inusitado entre o segundo e o terceiro do primeiro turno, Royal declarou que o objetivo é ver como “trilhar um caminho juntos” com os centristas.

É preciso superar “algumas atitudes antagonistas” da vida política francesa, disse Bayrou, afirmando que há alguns temas, como o dos “subúrbios”, em que a lógica de partido contra partido não permite avançar.

Royal e Bayrou citaram vários pontos de convergência entre suas formações, como a reforma das instituições ou a educação. Porém, mantiveram posições muito diferentes no âmbito econômico, sobre temas como as 35 horas de trabalho semanais, o euro ou o nuclear. (das agências)


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