28/04/2007 14:12
Crescimento forte, desemprego fraco: o balanço econômico do governo Blair se distingue no panorama europeu, mas os especialistas não deixam de apontar as disparidades e os desequilíbrios que vieram simultaneamente.
O produto interno bruto do Reino Unido avançou 2,8% ao ano em média desde 1997, contra 2,2% na França e 1,5% na Alemanha. Ao mesmo tempo, a taxa de desemprego caiu a 5,4%, contra 8,8% na França, por exemplo, segundo dados mais recentes do Eurostat.
O dado britânico exclui, no entanto, dois milhões de pessoas declaradas inaptas ao trabalho e indenizadas, consideradas por muitos como desempregados camuflados, que o governo tenta recolocar no caminho do emprego desde 2005.
Outro ponto positivo é o controle da inflação, da libra e das taxas de juros, cuja chave foi, na opinião da maioria, a independência dada ao Banco da Inglaterra em 1997.
Gordon Brown, ministro das Finanças há dez anos e provável sucessor de Tony Blair, se gaba de ter garantido estabilidade ao país, após os altos e baixos do início dos anos 1990.
“O chanceler britânico foi quem conseguiu”, considerou Howard Reed, do Institute for Public Policy Research.
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