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Inglesa perde o direito de fecundação in vitro


11 Abr 2007 - 02h20min

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NATALLIE EVANS quer ser mãe, porém o ex-noivo se recusa a ceder embriões(Foto: CHRIS YOUNG/AFP)

Uma britânica que ficou estéril depois de um câncer de ovário se disse desesperada com a idéia de nunca poder ser mãe. A Corte Européia de Direitos Humanos (CEDH) recusou, em Estrasburgo, seu pedido de restituição dos embriões congelados de seu ex-noivo, que se opõe ao processo. "Eu estou desesperada pela decisão da Corte", declarou ontem, em Londres, Natallie Evans, 35 anos. "É muito difícil para mim aceitar que os embriões serão inutilizados e eu nunca poderei me tornar mãe", acrescentou.

A inglesa pediu que seu ex-noivo Howard Johnston reconsidere sua posição e permita que a mulher tenha um filho. "Eu queria pedir ao Howard que ele me autorize a ter os filhos que eu espero ter há tanto tempo e que ele estava feliz em compartilhar, já que o processo para a concepção dos embriões já tinha começado", acrescentou.

Jonhston se declarou "muito aliviado" com a decisão da CEDH, afirmando que o "bom senso" prevaleceu. "Eu quero poder escolher quando e com quem eu vou me tornar pai. Isso é a coisa mais importante", afirmou.

Em 2001, depois de saber que Natallie sofria de câncer de ovário, Johnston aceitou fazer uma fecundação in vitro. Mas o casal se separou em 2002 e, em julho do mesmo ano, Johnston pediu que os embriões fossem inutilizados. A lei britânica exige que os futuros pais estejam de acordo para que os embriões congelados possam se desenvolver e se tornar uma criança. A CEDH pediu à clínica britânica que conserve os embriões congelados à espera de uma decisão definitiva. (das agências)

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