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Reações vão do apoio a críticas à sentença

Thibault Malterre
da France-Presse


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03/01/2007 01:49

FIÉIS aguardam chegada de pregadores no subúrbio xiita de Sadr City(Foto: AHMAD AL-RUBAYE/AFP)
FIÉIS aguardam chegada de pregadores no subúrbio xiita de Sadr City(Foto: AHMAD AL-RUBAYE/AFP)


Suas vítimas não o perdoaram, e seus partidários glorificam as lembranças de seu reinado: de Mossul a Nassiriyah passando por Tikrit, as reações dos iraquianos à condenação à morte do ex-presidente Saddam Hussein revelam a divisão que domina o país. No entanto, além dos profundos antagonismos, outras declarações dão a impressão de que o ditador deposto já faz parte da história, antes até de seu enforcamento anunciado.

"Sofremos durante 35 anos. Saddam Hussein cometeu muitos crimes e deve ser executado", considerou em Nassiriyah, no sul xiita, Mahmud Kanu, um aposentado de 65 anos.

Organizações de defesa dos direitos humanos criticam os dois julgamentos do ex-presidente iraquiano, considerando que eles não foram realizados conforme as normas internacionais.

"A condenação à morte foi decidida pelos americanos, os iranianos e seus aliados. Isso não é justiça", lamentou Ihsan Abdullah, estudante de 22 anos que vive em Tikrit, o antigo feudo sunita do ex-ditador.

Um total de 148 aldeões xiitas foram executados em represália ao atentado fracassado contra o comboio presidencial em 1982 em Dujail, massacre pelo qual Saddam Hussein foi condenado à morte, em 5 de novembro.

Alguns antecipam eventuais conseqüências da execução do ex-presidente iraquiano sobre a situação da segurança no país.

Para Ali Abdul-Sahib, jurista de Kut, a segurança "está relacionada à execução de Saddam Hussein. Seu enforcamento acabará com as esperanças de seus últimos partidários e contribuirá para o retorno da estabilidade".

Este otimismo, porém, não é compartilhado por muitos de seus compatriotas, nem pelo exército americano.

Para a maior parte dos iraquianos, a execução de Saddam Hussein não teria qualquer impacto sobre seu dia-a-dia, em meio a uma violência que deixa, segundo a ONU, uma média de cem mortos por dia há seis meses.(das agências)

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