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EMOÇÃO
Harlem se despede do ídolo negro James Brown
29 Dez 2006 - 02h07min
"O rei está morto, viva o rei", escreveu em um papel um homem perdido na multidão que foi dar seu último adeus a James Brown, rei do soul e cantor do "orgulho negro", ontem, em sua emocionada despedida no Harlem, em Nova York.
Em frente ao Teatro Apollo, um mar de fãs se aglomerava horas antes da abertura da sala de shows, onde os restos mortais do astro, falecido no Dia de Natal, seriam expostos ao público.
O mítico teatro, que até hoje nunca tinha abrigado velório de nenhum de seus artistas, abriria suas portas ontem à tarde, depois que o cortejo funerário - uma carruagem branca puxada por dois cavalos brancos - atravessasse o bairro.
Na fila, enquanto esperam, os fãs do músico com 40, 50, 60 anos, muitos deles moradores do Harlem, lembram de histórias do passado, contam casos e enaltecem Brown.
"Ele é nosso Elvis Presley negro e estou aqui para lhe agradecer", afirmou Queen McFarland, de 64, que viu o cantor pela primeira vez em 1956, em uma loja de discos próxima.
Alguns levaram em pequenos cartazes a letra de uma de suas canções: "Say it out loud - I'm black and I'm proud" (Diga isso alto - sou preto e tenho orgulho disso).
Os restos mortais do cantor permaneceram até ontem à noite no palco, no qual ele fez suas primeiras apresentações, em 1956.
Depois, o corpo de Brown, que morreu de uma parada cardíaca resultante de uma pneumonia, aos 73 anos, em um hospital de Atlanta (Geórgia), seria levado para sua terra natal, na Carolina do Sul, onde haverá cerimônia familiar e a homenagem do público, hoje e amanhã.
Desde sua abertura, no início da década de 30, o Apollo ajudou a lançar carreiras de estrelas como Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan, Billie Holiday, Gladys Knight, Luther Vandross ou Lauryn Hill.
Foi no Apollo que James Brown gravou um de seus míticos álbuns, Live at the Apollo, de 1963, que em apenas 31 minutos expressa o vigor e a energia deste cantor e vigoroso dançarino, capaz de fundir soul, rythm'n blues e funk.
Desde terça-feira, o letreiro luminoso do teatro mostra as seguintes palavras: "Descanse em paz, lenda do Apollo e padrinho do soul, James Brown, 1933-2006". (das agências)
Em frente ao Teatro Apollo, um mar de fãs se aglomerava horas antes da abertura da sala de shows, onde os restos mortais do astro, falecido no Dia de Natal, seriam expostos ao público.
O mítico teatro, que até hoje nunca tinha abrigado velório de nenhum de seus artistas, abriria suas portas ontem à tarde, depois que o cortejo funerário - uma carruagem branca puxada por dois cavalos brancos - atravessasse o bairro.
Na fila, enquanto esperam, os fãs do músico com 40, 50, 60 anos, muitos deles moradores do Harlem, lembram de histórias do passado, contam casos e enaltecem Brown.
"Ele é nosso Elvis Presley negro e estou aqui para lhe agradecer", afirmou Queen McFarland, de 64, que viu o cantor pela primeira vez em 1956, em uma loja de discos próxima.
Alguns levaram em pequenos cartazes a letra de uma de suas canções: "Say it out loud - I'm black and I'm proud" (Diga isso alto - sou preto e tenho orgulho disso).
Os restos mortais do cantor permaneceram até ontem à noite no palco, no qual ele fez suas primeiras apresentações, em 1956.
Depois, o corpo de Brown, que morreu de uma parada cardíaca resultante de uma pneumonia, aos 73 anos, em um hospital de Atlanta (Geórgia), seria levado para sua terra natal, na Carolina do Sul, onde haverá cerimônia familiar e a homenagem do público, hoje e amanhã.
Desde sua abertura, no início da década de 30, o Apollo ajudou a lançar carreiras de estrelas como Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan, Billie Holiday, Gladys Knight, Luther Vandross ou Lauryn Hill.
Foi no Apollo que James Brown gravou um de seus míticos álbuns, Live at the Apollo, de 1963, que em apenas 31 minutos expressa o vigor e a energia deste cantor e vigoroso dançarino, capaz de fundir soul, rythm'n blues e funk.
Desde terça-feira, o letreiro luminoso do teatro mostra as seguintes palavras: "Descanse em paz, lenda do Apollo e padrinho do soul, James Brown, 1933-2006". (das agências)
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