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Reconciliação do país é a maior herança


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28/12/2006 01:53


Gerald Ford fez da reconciliação de um país traumatizado pelo caso Watergate sua prioridade, apelando para um gesto questionável, ao perdoar por decreto, em 8 de setembro de 1974, em Washington, os delitos do antecessor Richard Nixon. Na ocasião, pesquisa do Instituto Harrison constatou que 60% dos norte-americanos eram contra a anistia. Mas, em 2001, o senador democrata Edward Kennedy afirmou que "a História lhe deu razão".

Ford sofreu nos últimos anos problemas de saúde. Em meados de agosto, teve colocado um marca-passo, em seguida foi submetido a uma angioplastia e a uma intervenção cirúrgica para desobstruir as artérias. Em outubro ficou internado durante uma semana.

Durante os 30 meses no poder, Ford tentou recuperar a economia em recessão, ainda afetada pela primeira crise do petróleo, reduzir a inflação e o desemprego. Também confirmou sua imagem de conservador moderado na política interna e de internacionalista na política externa. Mas o ex-presidente democrata Lyndon Johnson dispensou um tratamento cruel quando afirmou que "o único problema de Gerald Ford era que havia jogado futebol americano por muito tempo sem capacete". (das agências)

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