Jornal O POVO Leia o Jornal de Hoje


Mundo

MISSA DO GALO

Papa pede fim dos conflitos mundiais

Bento XVI aproveitou a homilia de sua celebração do Natal para cobrar diálogo entre as autoridades e entendimento entre os povos, sobretudo das regiões em conflito no Oriente Médio e na África. Ele disse que o homem contemporâneo precisa, mais do que nunca, de um Salvador


Diminuir a fonte do texto Aumentar a fonte do texto

26/12/2006 03:00

O PAPA BENTO XVI abençou os fiéis que compareceram à celebração de Natal em frente à Basílica de São Pedro, na Cidade do Vaticano(Foto: OSSERVATORE ROMANO/AFP)
O PAPA BENTO XVI abençou os fiéis que compareceram à celebração de Natal em frente à Basílica de São Pedro, na Cidade do Vaticano(Foto: OSSERVATORE ROMANO/AFP)

O papa Bento XVI pediu, na mensagem Urbi et Orbi (para a cidade e para o mundo), uma solução para os conflitos mundiais atualmente em curso, em particular os que ocorrem na África e no Oriente Médio. "Com profunda apreensão penso, neste dia festivo, no Oriente Médio, marcado por tantos conflitos e tantas crises graves, e expresso minha esperança de que um caminho se abrirá para uma paz justa e duradoura", disse o papa, na praça São Pedro, na Cidade do Vaticano.

"Ponho nas mãos do divino Filho de Belém as indicações de um início de diálogo entre israelenses e palestinos, que testemunhamos nos últimos dias, a esperança de novos desenvolvimentos encorajadores", acrescentou o sumo-pontífice. Bento XVI destacou também a ocorrência de violência no Líbano, Iraque, Sri Lanka, Darfur e na África como um todo, lembrando os ataques aéreos das forças militares da Etiópia contra aeroportos na Somália.

"Faço um apelo para os que têm em suas mãos o destino do Iraque, para que cesse a violência feroz que ensangüenta o país e se assegure uma existência normal a todos os seus habitantes", disse. "Invoco Deus para que no Sri Lanka, nas partes em luta, se ouça o apelo das populações de um futuro de fraternidade e solidariedade; para que em Darfur e em toda a África se ponha um fim aos conflitos fratricidas, cicatrizem logo as feridas abertas na carne deste continente e se consolidem os processos de reconciliação, democracia e desenvolvimento", acrescentou.

O papa disse que o homem da "sociedade pós-moderna" precisa mais do que nunca de "um Salvador". "Nesta era pós-moderna, talvez ele precise ainda mais de um Salvador, desde que a sociedade em que vive se tornou mais complexa e as ameaças à sua integridade moral e pessoal se tornaram mais insidiosas".

"Esta humanidade do século 21 parece senhora segura e auto-suficiente de seu próprio destino (...) Pareceria, mas não é o caso. As pessoas continuam a morrer de fome e de sede, de doenças e pobreza, nesta era de consumismo farto e desenfreado", observou o papa.

Bento XVI mencionou aqueles subjugados à escravidão e à exploração, vítimas de ódio racional, religioso e de discriminação, terrorismo e outras violências "em um tempo em que todo mundo invoca e proclama o progresso, a solidariedade e a paz para todos". "E quanto àqueles que, destituídos de esperança, são forçados a deixar suas casas e países para encontrar condições de vida humanas em outro lugar?", questionou.

"Apesar dos muitos avanços da humanidade, o homem tem sido sempre o mesmo: a liberdade equilibrada entre o bem e o mal, entre a vida e a morte. É ali, no mais profundo do seu ser, que o homem sempre precisa ser 'salvo'", ponderou o papa. (Folhapress)

Leia mais sobre esse assunto


Comente esta Notícia

Clique aqui para comentar



Adicionar O POVO como Página Inicial · Adicionar O POVO aos Favoritos · Política de privacidade · Assine · Publicidade · Contato

Publicidade