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Comemoração do Natal gera polêmica

Jocelyne Zablit
da France-Presse

Festejar o Natal pode ser politicamente incorreto, porque há outras religiões no mundo. Numa escola da Inglaterra os cartões de Natal chegaram a ser banidos. Nos EUA, algumas lojas retiraram símbolos natalinos devido à Guerra no Iraque. A Wal Mart fez isso o ano passado, mas sofreu protestos de cristãos


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23/12/2006 14:38


Chegou aquela época do ano de novo. Hordas de consumidores atrás de pechinchas, festinhas no escritório e o velho debate sobre o mercantilismo do feriado e o uso com conotações religiosas ou não da palavra "N", isto é, Natal. De grupos de crianças cantando músicas natalinas a uma fila de árvores de Natal num aeroporto ou a tradicional peça natalina realizada com corais em estilo reggae, o mundo cristão está cheio de exemplos de correção política este ano.

Até o papa Bento XVI entrou na controvérsia, falando em favor dos presépios de Natal, que podem deixar de ser exibidos na Itália católica. Na Grã-Bretanha, a imprensa popular está fazendo várias brincadeiras de Natal contra os politicamente corretos, que estariam estragando o divertimento de todos. Uma escola baniu os cartões de Natal em sala de aula, um tribunal restringiu o número de luzes que um proprietário pode colocar em sua residência e uma escola está oferecendo peru e frango halal (comida muçulmana) para a ceia de Natal, depois da pressão de vários pais muçulmanos.

Nos Estados Unidos, os cenários e vitrines de Natal com temas religiosos em espaços públicos ficaram no passado, o que os críticos chamam de "a guerra contra o Natal". No entanto, algumas vitrines subsistiram apesar de uns poucos incidentes.

Um deles envolveu a remoção de 14 árvores de Natal de plástico do aeroporto de Seattle-Tacoma, no estado de Washington, depois de uma queixa de um rabino local, que disse que as decorações do feriado deveriam incluir um menorá para marcar o hanuká (inauguração em hebraico).

O aeroporto recolocou as árvores depois que o rabino disse que não queria ser processado ou enfrentar as críticas do público.

Os jornais também contaram histórias de crianças que foram orientadas na escola a não usar a palavra Christmas (Natal) quando escreverem para as tropas americanas no Iraque; da American Civil Liberties Union, que criticou crianças de uma escola do Tennessee por cantarem as natalinas Away in a Manger e Joy to the World num evento natalino; tentativas de transformar as férias de Natal em intervalo de inverno; e um atencioso empregado de uma casa de repouso que teve de tirar as asas de um anjo de uma árvore de Natal, para remover qualquer conotação religiosa.

No ano passado, a rede Wal-Mart pediu para seus empregados dizerem "happy holidays" (boas festas), com medo de que o tradicional "Merry Christmas" (Feliz Natal) pudesse ofender alguns clientes. Depois de ser criticada por grupos cristãos, que pediram um boicote à Wal-Mart, a rede voltou atrás e fará um Natal com grande pompa. (das agências de notícias)

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