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Europa aplicará normas ambientais para aviões

Jamil Chade
da Agência Estado

A intenção é aplicar as exigências para companhias dentro da Europa a partir de 2011 e de empresas estrangeiras no ano seguinte. Até a fabricante Embraer pode ser afetada pelas medidas. A UE propõe que as companhias invistam em novos equipamentos


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23/12/2006 01:01

AVIÕES DE EMPRESAS brasileiras estão no alvo do projeto de lei europeu (Banco de dados)
AVIÕES DE EMPRESAS brasileiras estão no alvo do projeto de lei europeu (Banco de dados)

Os executivos da TAM, Varig e qualquer outra empresa brasileira terão de adequar seus aviões se quiserem voar para a Europa a partir de 2012. Em Bruxelas, a União Européia (UE) anunciou novas medidas para colocar a aviação civil em conformidade com exigências ambientais, o que deve afetar até mesmo a produção da Embraer. O bloco estipulou que vôos internos na Europa a partir de 2011 terão de emitir uma quantidade menor de CO2 e outros gases que geram o efeito estufa.

Para o ano seguinte, a medida será aplicada também às companhias estrangeiras que voam todos os dias aos aeroportos europeus. Isso já está gerando protestos de Washington, de empresas como a Lufthansa e da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata). Até agora, o setor aéreo estava excluído no debate sobre as emissões de gases e o Protocolo de Kyoto.

Mas gerando 3% das emissões da Europa e com efeitos ainda piores que muitas indústrias, as companhias aéreas terão de aplicar em medidas ecológicas. Hoje, as emissões de aviões crescem a uma taxa superior a de todos os demais setores, em parte devido ao aumento de vôos e de companhias de baixo custo. Desde 1990, as emissões do setor aumentaram em 87%.

Se nenhuma medida for feita, o volume de gases emitidos por aviões pode duplicar entre 2007 e 2020. Como a emissão é feita já entre oito e 13 quilômetros da superfície da Terra pelos aviões, o efeito na atmosfera é ainda pior. Um passageiro que viaje de Nova York a Londres é responsável pela mesma quantidade de emissões de gases que o volume que é gerado pelo aquecimento de uma casa durante todo ano.

Para a UE, se nada for feito, os esforços em outras indústrias de redução de emissões seriam minados pelas companhias aéreas. A idéia de Bruxelas é de que uma taxa máxima de emissão seja estabelecida para cada companhia até 2022, considerando o número de passageiros por ano, números de vôos e consumo.

Para atingir a meta, a UE sugere que empresas invistam em novos equipamentos, aviões mais eficientes em termos de gastos de combustível e rotas mais econômicas, além de renovação da frota. As empresas seriam autorizadas ainda a vender créditos se reduzissem suas emissões a taxas inferiores às metas, da mesma forma que funciona hoje o Protocolo de Kyoto. Quem não conseguisse atingir as metas, poderia comprar créditos, ou seja, pagar para poluir.

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