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Batom, dente de ouro e biblioteca proibidos


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22/12/2006 02:00


Ele se autodesignava Turkmenbashi (pai de todos os turcomenos). Seu rosto aparecia nas cédulas de dinheiro, rótulos de vodca e das caixinhas de chá. Também levam seu nome a maior mesquita da Ásia Central, um porto do Mar Cáspio, um planeta na constelação de Touro e um meteorito que por acaso caiu no Turcomenistão.

Nem mesmo o iraquiano Saddam Hussein ou o sírio Bashar al-Assad pensariam em forçar os médicos a fazerem o juramento em seu nome em lugar de evocar o grego Hipócrates.

Estátua em sua honra, banhada a ouro e com 95 metros de altura, foi erguida na capital e se movimenta de tal forma que seus olhos estão sempre voltados ao sol.

Niyazov concebia seu poder como algo invasivo da esfera privada dos compatriotas. Era proibido tocar música gravada em casamentos, colocar prótese de ouro nos dentes ou passar batom nos lábios.

O ditador fechou a Orquestra Filarmônica, a Academia de Ciências, a Academia de Medicina, todas as bibliotecas e os postos de saúde em zona rural. Ele prometia o paraíso, após a morte, para quem lesse três vezes um livro moralista que escreveu. (Folhapress)

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