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ENTREVISTA

Bush descarta negociações com o Irã e a Síria

Além de repudiar eventuais conversações com sírios e iranianos, Bush disse que seu governo trabalha duro numa resolução na ONU contra Teerã


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21/12/2006 00:49

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, descartou ontem a proposta de negociar com os governos do Irã e da Síria a situação no Iraque. Ele advertiu na entrevista coletiva de final do ano na Casa Branca, em Washington, as autoridades de Teerã sobre seu programa nuclear e as de Damasco a respeito da desestabilização do Libano.

O presidente norte-americano indicou que seu governo está trabalhando duro para obter uma resolução do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) que adote punições contra os iranianos por suas alegadas tentativas de fabricar armas nucleares. Ele acrescentou que o povo do Irã merece algo melhor do que o regime do presidente Mahmud Ahmedinejad.

Bush admitiu que os esforços realizados no Iraque ficaram sem o êxito esperado e advertiu que em 2007 serão tomadas "decisões difíceis", acarretando "sacrifícios adicionais", enquanto prepara uma nova estratégia para esse país.

Bush expressou sua "dor" pela morte de militares dos EUA no Iraque, assegurando: "Meu coração se despedaça por eles, de verdade, freqüentemente", acrescentando que "o aspecto mais doloroso de minha presidência é saber que homens e mulheres corajosos morreram em combate. Leio sobre isto todas as noites. Meu coração se despedaça por uma mãe, por um marido ou por uma mulher, um filho ou uma filha e é uma dor...", afirmou.

De acordo com dados oficiais do Pentágono, cerca de 2.950 militares norte-americanos morreram no Iraque desde a invasão ao país em março de 2003. Lembrando que se encontra freqüentemente com as famílias das vítimas, Bush indicou que "a maior parte lhe pede para agir de forma a não deixar que essas mortes tenham sido em vão". "Estou de acordo, o sacrifício vale a pena", assegurou.

Já o número dois da rede terrorista al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri, previu que os EUA serão forçados a negociar no Iraque e no Afeganistão com os grupos extremistas islâmicos, em um vídeo divulgado ontem pela rede de TV Al-Jazeera, de Doha, Qatar.

Nesse vídeo, o braço direito de Osama bin Laden também se voltou contra a organização de eleições nos territórios palestinos e contra a atitude do Hamas de ter reconhecido a autoridade do presidente palestino, Mahmud Abbas.

O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, pronunciou nesta quarta-feira, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, um discurso agressivo contra o regime iraniano, que apresentou como um obstáculo para a paz no Oriente Médio. Ele defendeu a luta contra a influência de Teerã ao fim de uma viagem de seis dias pela região. (das agências de notícias)

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