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Instabilidade caracteriza política do país


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16/12/2006 16:28


Desde a sua independência, a Bolívia se envolveu em várias guerras com nações vizinhas, e perdeu mais de três quartos de seu território. Em uma delas, desencadeada contra o Chile em 1879, a Bolívia perdeu seu acesso ao mar, assunto que é motivo, até hoje, de uma rixa entre os dois países.

Hoje, o governo da Bolívia tem como desafios a pobreza, a corrupção e a produção de coca, matéria-prima para a cocaína. Mas é importante salientar que hábito do acullicu - mascar folhas de coca faz parte da cultura boliviana, não cria dependência e não produz efeitos alucinógenos. Secularmente, bolas de folhas de coca são mascadas no altiplano pela população nativa, hábito que reduz as sensações de fome, frio e fadiga, além de ter efeito energizante. A folha de coca também serve para fazer chá.

Em menos de dois anos, dois presidentes pediram a renúncia. Em 2003, Gonzalo Sanchez de Lozada renunciou à Presidência devido a uma série de manifestações violentas que causaram a morte de mais de 60 pessoas.

Carlos Mesa, que assumiu o cargo, entregou sua carta de renúncia em março deste ano, mas só saiu do poder em junho passado, quando Eduardo Rodríguez assumiu o poder, seguindo a linha sucessória recomendada pela Constituição boliviana. Ele era presidente da Suprema Corte, e terceiro na sucessão.

Depois de assumir, Eduardo Rodríguez teve prazo de 180 dias para convocar eleições gerais, que ocorreram no dia 18 de dezembro deste ano. O vencedor, com 51% dos votos, foi Evo Morales, que teve apoio dos movimentos sociais, principalmente dos índios, do sindicato dos plantadores de coca. Prometeu mudar a história do país com "igualdade e justiça". (PV)

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