Paula Lima
da Redação
Caia na gargalhada com as neuras de dois meninos nerds que só falam em sexo, só pensam em sexo, mas sexo mesmo que é bom, nada
19/10/2007 01:39

Os produtores e roteiristas Evan Goldberg e Seth Rogen acertam a mão mais uma vez em Superbad - É hoje. A dupla de sucessos como O Virgem de 40 anos e Ligeiramente Grávidos segue o mesmo humor escatológico, que quase beira a idiotice, para contar a divertida história de Seth (Jonah Hill) e Evan (Michael Cera), dois amigos nerds que vão para a última festa do high school. Traduzindo: Judd e Seth estão diante da última chance de perderem a virgindade antes de entrarem para universidade.
Superbad é um filme sobre meninos e a insaciável vontade de fazer e falar em sexo. Já que a dupla de losers não faz, não pára de falar no assunto. E aí, mesmo quem torce o nariz para comédias do tipo, não segura gargalhadas com os diálogos inteligentes e as furadas em que entram esses dois. O roteiro é uma autobiografia da dupla, que começou a escrevê-lo aos 13 anos, só para ver se eram capazes de terminá-lo. Deu certo, o longa que custou US$ 20 milhões, manteve-se dois finais de semana liderando as bilheterias americanas e neste mesmo período arrecadou US$ 68,8 milhões.
O filme surpreende, foge do previsível roteiro de garotas populares que humilham meninos feios e mostra o lado engraçado de ser um nerd. Fogel, vulgo McLovin (Christopher Mintz-Plasse), deve entrar para a história das comédias do gênero. Ele envolve-se com dois policiais enlouquecidos e protagoniza cenas hilárias. Seu nome McLovin é de uma carteira de identidade falsa, ele engana os tiras e acaba acompanhando os policiais nas chamadas que a viadura recebe.
O gordinho Seth é o mais sem-noção. Egoísta com os amigos e desesperado para conseguir uma noite de sexo ele entra em pânico quando vê suas chances irem por água abaixo. É ele quem diz as maiores barbaridades do filme, porque é um total incompetente sobre como agir com o sexo oposto. O politicamente incorreto soa engraçado, no cinema, há quem solte enormes gargalhadas. Superbad fecha a trilogia sobre o homem americano. Se O Virgem... fala das complicações de um homem maduro em relação ao sexo e Ligeiramente... trata do comprometimento com uma gravidez inesperada, Superbad mostra a iniciação sexual de quem está prestes a entrar na faculdade. É uma espécie de American Pie. O filme é bobo, mas rende sim algumas boas risadas, mesmo de quem não está muita a fim de ver coisa do gênero.