Sinara Lívia
Especial para O POVO
Era linda a decoração. Lá tinham coisas maravilhosas, por exemplo: quartos, cozinhas, restaurante. E você nem imagina como era lindo e maravilhoso o Quarto do Bebê
12/10/2007 00:42

A Casa Cor foi muito legal. Era linda a decoração. Lá tinham coisas maravilhosas, por exemplo: quartos, cozinhas, restaurante. E você nem imagina como era lindo e maravilhoso o quarto do bebê. Você sabia que o berço foi feito pela arquiteta Carla Queiroz Jereissati? Ela foi muito inteligente, está de parabéns pelo trabalho dela. É claro que ela não fez só isso. Ela também decorou o quarto com lindas miniaturas como cadeirinhas e até uma privadinha. Ai como eu queria que aquele quarto fosse meu! Porque era tudo maravilhoso, tinha uma linda decoração e foi feito com muita inteligência.
O loft do jovem casal era um sonho de lindo. Nele tinham coisas que nem nós crianças conhecíamos. Por exemplo: uma cadeira futurista, tinha uma televisão enorme, tinha também sofá e cama, os dois eram muito confortáveis.
A cachoeira já era linda, mas como o SPA ficou mais bonita ainda. Tudo ficou perfeito no projeto que os arquitetos Marcela Brasileiro e Marcelo Fortuna fizeram para o SPA. Eu queria morar numa casa daquelas.
A Casa Cor é maravilhosa, vocês não acham?
MENINA-SORRISO
Sinara está no 3º ano do Colégio Irmã Maria Montenegro, "bem aqui, ó!" e aponta para a casa na frente da sua. Ela é uma daquelas meninas espilicutes. Tem oito anos, nasceu "no dia de São José", e não se preocupa em explicar qual a data. É "a melhor leitora da turma", bailarina e quer ser atriz. Jornalista? "Humm... pode ser, mas só se eu aparecer na televisão".
MEU DIA DE CRIANÇA
Durante os dois dias que encontrei Sinara para fazer a matéria na Casa Cor eu me dividia entre as tarefas de mãe, correndo atrás dela quando a via alisando jarros de cristais, e de amiga, quando tinha que responder se os meninos preferem as loiras ou as morenas. Tive de ser antes de tudo repórter, entre outras coisas, ela queria saber o que era uma pergunta constrangedora. Mas nessa hora Sinara queria mesmo era saber quantos anos eu tinha. "Minha mãe disse que a gente não deve perguntar a idade, mas eu sempre gosto de saber o nome e a idade da pessoa. É assim que se começa sabe o quê? Uma amizade". E assim, Sinara foi invertendo os papéis e me ensinando um monte de coisas. Tomava o posto de entrevistadora - esqueceu das perguntas constrangedoras - e quis saber de tudo da minha vida. Onde eu moro, se a minha filha tem apelido, se já pintei o cabelo, se gosto de brincar de Polly. Na angústia de querer falar o que fosse "certo", desisti. E enquanto ela brincava de ser repórter eu me apropriei da sua sinceridade e brincava de ser criança. Moro na Aldeota, chamo a Clara de Vida, já pintei o cabelo e acho legal brincar de Polly, mas nunca faço isso. Passar o dia ouvindo Sinara falar me vez ver o quanto falta espontaneidade ao mundo dos adultos. Sinara levou para suas boas histórias um dia de jornalista e deixou muito mais no meu caminho. Fiquei com as lições de leveza, as doses de ingenuidade que com certeza me farão uma profissional melhor.