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CINEMA

Para entender Babel


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19/01/2007 02:04

BRAD PITT protagoniza Babel juntamente com a atriz Cate Blanchett (Foto: Divulgação)
BRAD PITT protagoniza Babel juntamente com a atriz Cate Blanchett (Foto: Divulgação)

Após ganhar recentemente o Globo de Ouro de melhor filme dramático, o longa-metragem Babel corre na disputa pelas principais estatuetas do Oscar 2007. Brad Pitt e Cate Blanchett protagonizam o drama, que abrange três continentes e tematiza sobre terrorismo, imigração e suicídio. O filme é dirigido pelo mexicano Alejandro Gonzalez Iñarritu (de Amores Brutos e 21 Gramas), que faturou recentemente o prêmio de Melhor Diretor em Cannes por este mesmo longa.

O filme intercala a vida de várias pessoas em diferentes pontos do mundo: nos Estados Unidos, onde Richard e Susan deixaram seus filhos aos cuidados da babá mexicana; no Japão, onde um homem tenta superar a morte trágica de sua mulher e ajudar a filha surda a aceitar a perda; no México, para onde a babá acaba levando as crianças; e ali mesmo, no Marrocos, onde a polícia passa a procurar suspeitos de um ato terrorista. O título de filme é uma referência ao mito bíblico da Torre de Babel.


OPINIÕES

"Babel se impõe pelo escopo, pelo páthos e pela mensagem. Como anuncia o título bíblico, Babel é uma fábula sobre a incomunicabilidade. Na versão de IÀárruti, a desconexão entre familiares se sobrepõe às diferenças de língua, costumes e culturas. As fronteiras estão antes dentro de nós".
Amir Labaki (Folha de São Paulo)

"Desde que assisti a Babel em Cannes, no ano passado, nao me canso de dizer que é o filme que mais exibe a fragilidade dramática do método do diretor IÀárritu e seu roteirista Guillermo Arriaga. A maneira de unir diferentes tramas e personagens a partir de um incidente me parece cada vez mais artificial no cinema dos dois, uma coisa arbitrária e nem sempre convincente, por mais forca que tenham momentos (ou personagens) isolados. Babel expoe o método e o denuncia, desde o interior, mas isso, pelo visto, nao decepcionou os coleguinhas da imprensa estrangeira de Hollywood, que consideraram o filme o melhor".
Luiz Carlos Merten (O Estado de São Paulo)

"Babel tem as qualidades de Amores Brutos e os defeitos de 21 Gramas, reforçados em ambos os casos. A embalagem é bonita e feita para surtir efeito, como uma grande peça de propaganda, não se poupando de apelações".
Demétrius Caesar (site Cine Players - www.cineplayers.com)

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