Fortaleza
Rosalina
Famílias começam a ser transferidas para conjunto
Um casal, três filhos e dois gatos. A família da dona-de-casa Maria Jucilene, 38, conheceu, na manhã de ontem, a nova residência
02 Dez 2008 - 01h23min
Um casal, três filhos e dois gatos. A família da dona-de-casa Maria Jucilene, 38, conheceu, na manhã de ontem, a nova residência. “Com esse papel a senhora resolve as coisas: água, luz. A senhora guarde bem isso”, alertava uma agente da Prefeitura de Fortaleza, ao passar o termo de recebimento de chaves. Os móveis iam chegando, trazidos por homens da Secretaria Executiva Regional VI (SER VI). E dona Jucilene já arquitetava planos para os 44 metros quadrados da casa. Ela foi uma das primeiras beneficiadas com a construção do Nova Rosalina - conjunto habitacional destinado às famílias que moram, hoje, na comunidade Rosalina. O Município quer entregar, até julho, mais de 1,8 mil moradias, além de oferecer melhorias urbanas e estruturais.
“Foram 12 anos de luta. Minha casa era de taipa. Ficou até bonitinha essa nova”, comentava a proprietária. Dona Jucilene planeja para o quintal erguer um cômodo e uma área para estender roupa. Segundo a beneficiada, a moradia é melhor porque, durante a quadra invernosa, dá mais tranqüilidade. “A gente espera que seja melhor.”
A comunidade Rosalina começou a surgir há cerca de duas décadas, na gestão da então prefeita Maria Luiza Fontelene. De acordo com a Habitafor, hoje são aproximadamente nove mil pessoas. A agente de saúde e moradora Maria Erilene Pinto da Silva, 32, relata a origem da comunidade. “Era um grupo de sem-teto, pessoas que realmente precisavam disso”, aponta. “Rosalina era uma bebezinha, filha do Carlão (fundador). Ela morreu dias após a ocupação, com infecção. Aí deu o nome”, explica.
A Habitafor entregou as primeiras casas ontem. O cronograma prevê que, até sexta-feira, sejam transferidas 280 famílias. De acordo com a presidente, Olinda Marques, mais 41 unidades devem ser concluídas em seguida. Em julho, ela adianta, o trabalho chega ao fim com a entrega de outras 1.495 moradias.
Conforme ainda Olinda, o projeto, iniciado em 2007, inclui moradias, urbanização e estação de tratamento de esgoto, ao valor de R$ 32 milhões. As verbas são provenientes de um convênio com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com 40% de contrapartida municipal. Ela lembra que, além disso, haverá uma escola, posto de saúde, e centro comunitário. O secretário em exercício da Regional VI, João Menescal, informa que projetos pilotos, na área de esporte e emprego, devem ser implantados.
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