08/10/2008 00:27
Dos 2.781 animais que tiveram exames positivos para calazar no período de janeiro a junho deste ano, 2.233 foram eutanasiados. Foram examinados 73.030 animais. Bergson Moura, do Programa de Calazar da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), diz que essa é uma das ações para interromper a transmissão da doença. Além disso, os municípios são responsáveis pela realização do inquérito sorológico e borrifação nas áreas de foco. "A educação em saúde para conscientizar a população é importante."
Segundo ele, as medidas de manejo ambiental também devem ser adotadas como limpar os quintais das casas, não deixar folhas acumuladas. Ele observa que a umidade e a matéria orgânica em decomposição ajudam o ciclo do mosquito. Em Fortaleza, os bairros das Secretarias Executivas Regionais (SER) V, VI e parte da III são áreas de foco da doença no cão. De janeiro a setembro último, 3.785 amostras feitas em cães deram positivas para calazar, segundo o Centro de Controle de Zoonose de Fortaleza (CCZ). Ano passado, foram 7.132. Dados da Sesa apontam que de janeiro a junho deste ano, 1.004 animais foram eutanasiados na Capital.
Francisco Barroso, do CCZ, diz que o trabalho de identificação de animais doentes é realizado em todo os bairros e durante a visita domiciliar é coletado o sangue do animal. Ele observa que muitos proprietários de animais doentes resistem em entregar o cão. "O dono tem todo direito de fazer a contra prova do exame."
Barroso ressalta que pode ocorrer do exame feito pelo CCZ apresentar resultado diferente da sorologia realizada por clínicas veterinárias. "São métodos diferentes." Barroso observa que uma decisão judicial impediu o sacrifício de cães saudáveis e que por isso, o órgão só recolhe os animais com sorologia positiva que são entregues pelos proprietários.
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