Fortaleza
BASE AÉREA
Padre Cheregato vai a julgamento hoje
José Severino Cheregato vai a julgamento hoje pelo duplo homicídio dos soldados Cleoman e Robson Mendonça dentro da Base Aérea
Marcos Cavalcante
da Redação
07 Ago 2008 - 00h52min
Quase quatro anos depois das mortes dos soldados Cleoman Fontenele e Robson Mendonça, dentro da Base Aérea de Fortaleza, em setembro de 2004, o capelão da base à época, José Severino Cheregato, vai a julgamento. A sessão começa hoje, às 9 horas, na Auditoria Militar. De acordo com o advogado João Marcelo, um dos responsáveis pela defesa do padre, ele está ansioso, mas acredita que será inocentado. "A defesa está tranqüila e vai mostrar, com base nos autos, que é improcedente a acusação contra ele", diz.
Independente do resultado do julgamento, que é de primeira instância, ainda cabe recurso tanto da defesa quanto da acusação ao Superior Tribunal Militar. De acordo com o advogado João Marcelo, o capitão da Aeronáutica Cheregato não será ouvido novamente. "Diferente do processo normal, haverá a leitura das peças e o debate. Quem decide é um conselho de sentença, composto por quatro juízes militares (de patente maior que a de Cheregato, que é capitão), e um juiz togado", explica Marcelo. Cheregato chegou de Manaus (AM), onde reside atualmente, na última terça-feira.
O promotor da Justiça militar, Alexandre Saraiva, ressaltou que hoje, durante a leitura dos processos, será a última oportunidade de se apurar direito os fatos. "Há algumas coisas que não foram resolvidas, diligências não concluídas", destaca Saraiva, ressaltando impedimento para informar quais são. Um dos problemas, confirmados pelo promotor, é o de comprovar a ligação direta do padre na morte. "Não posso adiantar mais nada", conclui.
No dia 10 de novembro de 2004, os corpos dos soldados Cleoman Fontenele, 20, e Robson Mendonça, 19, são encontrados dentro de um alojamento da Base Aérea. Inicialmente, a perícia constatou que seria homicídio seguido de suicídio. Mas exames posteriores comprovaram que o local do crime havia sido adulterado e acontece uma reviravolta no caso. No dia 18 de setembro de 2006, o então padre Cheregato é denunciado por duplo homicídio pelo promotor Alexandre Saraiva. Em um dos depoimento, de novembro de 2006, o padre nega que tenha qualquer envolvimento nas mortes e se declara "um homem santo".
Independente do resultado do julgamento, que é de primeira instância, ainda cabe recurso tanto da defesa quanto da acusação ao Superior Tribunal Militar. De acordo com o advogado João Marcelo, o capitão da Aeronáutica Cheregato não será ouvido novamente. "Diferente do processo normal, haverá a leitura das peças e o debate. Quem decide é um conselho de sentença, composto por quatro juízes militares (de patente maior que a de Cheregato, que é capitão), e um juiz togado", explica Marcelo. Cheregato chegou de Manaus (AM), onde reside atualmente, na última terça-feira.
O promotor da Justiça militar, Alexandre Saraiva, ressaltou que hoje, durante a leitura dos processos, será a última oportunidade de se apurar direito os fatos. "Há algumas coisas que não foram resolvidas, diligências não concluídas", destaca Saraiva, ressaltando impedimento para informar quais são. Um dos problemas, confirmados pelo promotor, é o de comprovar a ligação direta do padre na morte. "Não posso adiantar mais nada", conclui.
No dia 10 de novembro de 2004, os corpos dos soldados Cleoman Fontenele, 20, e Robson Mendonça, 19, são encontrados dentro de um alojamento da Base Aérea. Inicialmente, a perícia constatou que seria homicídio seguido de suicídio. Mas exames posteriores comprovaram que o local do crime havia sido adulterado e acontece uma reviravolta no caso. No dia 18 de setembro de 2006, o então padre Cheregato é denunciado por duplo homicídio pelo promotor Alexandre Saraiva. Em um dos depoimento, de novembro de 2006, o padre nega que tenha qualquer envolvimento nas mortes e se declara "um homem santo".
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