19/07/2008 00:12
O comandante do 5º Batalhão de Polícia Militar, coronel João Batista Bezerra, diz que uma força-tarefa está trabalhando na comunidade São Miguel no sentido de identificar os envolvidos com o tráfico de drogas, homicídios e prática de outros delitos. Segundo ele, há um ano estão sendo realizadas ações na área com apoio do serviço de inteligência da polícia. O esquema de segurança inclui atuação de várias equipes como do Batalhão de Choque, do Comando Tático Motorizado, da cavalaria, canil.
A situação na comunidade São Miguel se agravou nas últimas semanas, com o registro de pelo menos seis mortes. Coronel João Batista observa, que nesses casos, o trabalho na comunidade está sendo realizado em conjunto com o 6º e o 26º Distritos Policiais. Além disso, deverá ter apoio da Delegacia de Narcóticos, já que a base da violência é a droga. "O problema é a disputa pelo poder. O primeiro passo é identificar quem lidera o tráfico. Depois, providenciar os mandados de busca e apreensão."
No São Miguel, existem os grupos da mangueira e do coqueiro. Coronel João Batista explica que o conflito se dá quando um integrante de um grupo invade a área do outro para disputar o ponto de venda ou para cobrar quem não pagou. "Nessa briga, eles matam cidadãos, trabalhadores que moram na área."
Ele ressalta que a polícia enfrenta problemas de infra-estrutura. "Tem muitas ruas em que a viatura não pode entrar e é perigoso para o policial". Neste caso, eles entram nas vias estreitas. Coronel João Batista diz que é importante que o trabalho na comunidade não seja só repressivo, mas também preventivo e que envolva além da polícia, outros órgãos governamentais e não-governamentais."
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