15/07/2008 00:15
A possibilidade de uma greve por parte dos coletores de lixo da Capital foi descartada pelo Sindicato dos Servidores Públicos de Fortaleza (Sindfort). A categoria cobra do Município um reajuste no vencimento-base acordado durante a discussão do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), implantado em janeiro. Um vídeo da prefeita Luizianne Lins (PT) prometendo o aumento, em 2007, estava sendo distribuído ontem, durante assembléia na sede da Empresa Municipal de Limpeza e Urbanização (Emlurb). O órgão reconhece o problema, mas não avisa que não pode corrigi-lo neste ano.
De acordo com o Sindfort, o benefício Vantagem Pessoal Reajustável (VPR), relativo ao auxílio-alimentação, deveria ter sido incorporado aos vencimentos com o PCCS. O VPR é de R$ 110 e adição seria feita em duas etapas, de 50%, em dois anos. Este ponto foi acordado em durante a negociação, mas “por um erro” não foi colocado no plano. É o que admite a presidente da Emlurb, Eveline Ferreira. Para ela, a categoria deveria ter cobrado uma correção logo na implantação do PCCS, em janeiro. A ameaça de greve, diz Eveline, é um “movimento político”.
O erro admitido pelo Município gera insatisfação. “Acontece que o reajuste que foi dado em maio, de 5,9%, está incidindo sobre o vencimento errado. Há uma perda”, reclama o vice-presidente do sindicato, Elson Sampaio. Além disso, cobram um novo fardamento para os coletores.
Eveline adiantou que o Município não tem condições legais de modificar o plano, em razão da quarentena eleitoral, e informou que o novo fardamento está sob responsabilidade de uma empresa licitada, que recebeu prazo para a entrega. Ela não revelou qual o limite para que as novas fardas cheguem à Emlurb.
Os coletores deliberariam sobre a ameaça de greve, mas não houve quorum. Ele não adiantou como o sindicato deve proceder agora.
E-MAIS
De acordo com o Sindfort, são cerca de 1,1 mil coletores. Destes, 900 ativos. Conforme a Emlurb, 690 trabalham simultaneamente. A diferença acontece por conta de férias e licenças.
Os coletores têm duas faixas salariais: 6h e 8 horas. Após a incorporação do VPR, somente os de 8 horas continuarão a receber auxílio-alimentação.
Durante a reunião com a Emlurb, o Sindfort propôs compensar a perda com a entrega de cestas básicas, o que não foi possível.
Ainda segundo a Emlurb, o vencimento bruto de 8 horas, inclusive a insalubridade, é de R$ 850. Já um coletor de 6 horas recebe 779. A insalubridade, conforme os coletores, é de R$ 228.
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