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Fortaleza terá mais mil abrigos de passageiros nas paradas

Os novos abrigos terão informações sobre as linhas de ônibus e acesso facilitado para deficientes visuais e cadeirantes


21 Jun 2008 - 15h13min

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Com os novos mil abrigos, Fortaleza ficará com 2.265 paradas de ônibus protegidas (Foto> Rodrigo Carvalho/especial para O POVO)
Quem usa o transporte público diariamente sabe da importância dos abrigos das paradas de ônibus - seja para se proteger da chuva ou do sol. Quando não há abrigo, as pessoas procuram qualquer proteção nas proximidades do ponto. A analista Joane Freitas de Sousa, por exemplo, esperava ônibus, por volta de meio-dia, em uma parada da avenida Antônio Sales onde não há abrigo. Para se proteger do sol, aproveitava a estreita sombra de um poste.

A Prefeitura deve começar a instalar mais mil abrigos de passageiros a partir do próximo mês. Segundo a coordenadora do Programa de Mobiliário Urbano, Silvana Fujita, o projeto está na fase de aprovação dos protótipos. Haverá três tipos de abrigos, que terão piso tátil para facilitar a localização por deficientes visuais, espaço para cadeirantes e informações sobre as linhas de ônibus, além do mapa da cidade. Segundo ela, a colocação de abrigos pretende ser contínua.

Com a instalação dos novos abrigos, o número de paradas de ônibus protegidas sobe para 2.265, correspondendo a 56% do total. Ainda assim, haverá cerca de 1.500 paradas sem abrigo. A Empresa de Transportes Urbanos de Fortaleza (Etufor) estima que existam cerca de 4 mil paradas na cidade. Segundo a Etufor, a instalação de abrigos é feita segundo critérios técnicos que observam as condições dos passeios e calçadas.

Essas condições, segundo Silvana, fez com que o projeto dos novos abrigos sofresse algumas limitações e não correspondesse totalmente às necessidades dos usuários, como a de se proteger do sol. A coordenadora explica que ainda não foram definidos os espaços onde os abrigos serão instalados. Ela também não soube precisar as dimensões dos três modelos de abrigos.

Mesmo quem aguarda o ônibus debaixo de um abrigo faz ressalvas. Para a costureira Ivonilde Maia, o espaço é mais para sentar, pois o toldo de proteção é pequeno. "Tem hora que o sol tá pra lá, noutro tá pra cá e nem sempre o abrigo protege." A estudante Milena Sales Sá esperava o ônibus em uma parada da avenida Pontes Vieira e preferiu se proteger do sol detrás de um poste, mesmo o abrigo estando ali do lado. Ela sugere que, junto com os abrigos, sejam plantadas árvores para oferecer mais sombra aos usuários.

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