26/04/2008 16:09
A recordação dos muitos amigos demonstra que as idéias de um homem permanecem. Demócrito Dummar é visto como alguém preocupado com o Ceará, humilde e senso crítico apurado. Valfrido Salmito "revê" as imagens do Demócrito "desafiador de problemas" quando era conselheiro do O POVO, entre 1975 e 1998. Os parceiros eram a escritora Rachel de Queiroz, o jurista Paulo Bonavides e a jornalista Adísia Sá.
"A obra foi plantada e vão continuar todos os projetos sociais e econômicos que passaram pelo crivo dele", ressaltou o ex-superintendente da Superintendência para o Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), Valfrido. Ele recorda que há três semanas o encontrou para discutir temas "provocativos" e lamenta a perda. "O Ceará ficou muito mais pobre em cultura, em idéias em favor do Estado".
O empresário Roberto Macedo e sua família também viveram momentos juntos de Demócrito na história do O POVO. "Ele enxergava um futuro que a gente não conseguia ver". Macedo recorda de uma fase em que Demócrito recebeu a ajuda de um grupo de empresários, entre eles Amarílio Macêdo, para manter O POVO vivo.
Fernando Ximenes, presidente do Tribunal de Justiça e amigo de Demócrito Dummar há 30 anos, lembra que cada encontro era de alegria. "Cada idéia que se levava, ele comprava e multiplicava", ressaltou. Para o desembargador, Demócrito era alguém "entusiasmante". "O Ceará ficou órfão", lamentou. (Giselle Dutra)
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