26/04/2008 16:09

A cidade acordou querendo saber mais notícia sobre a morte de Demócrito Dummar, presidente do Grupo de Comunicação O POVO. "Vendi o último jornal há horas e se tivesse mais dez na mão teria vendido todos", diz o gazeteiro Anderson do Espírito Santo, que trabalha num sinal da avenida Desembargador Moreira. A má notícia tinha cara de boato na tarde de sexta-feira e se espalhou feito rastilho de pólvora.
"Uma senhora veio aqui hoje quase não acreditando. Lamentava dizendo que ele era um grande homem. Estava triste mesmo", conta dona Zilmar Bezerra Sousa, dona de uma das banquinhas da Praça do Ferreira. O engenheiro Delfino Ponte, 58, também soube do falecimento de Demócrito antes de ver a edição do O POVO de sábado. "Foi uma grande perda para o Estado pelo o que ele desenvolvia no jornal", lamenta.
Antônio de Lima Alves, 61, ouviu no rádio. "Nem acreditei! Um homem tão trabalhador, benquisto. Só ouço elogios a ele desde que a notícia começou a circular", diz o funcionário público. Perto do Museu do Ceará, o jornalista Faria Guilherme, recuperado do susto, fuma um cigarro. "Me lembro dele garoto, começando a se entrosar no O POVO quando o jornal era aqui na Senador Pompeu", conta. Isso entre 1960 e 1965. Faria foi também professor de Wania, esposa de Demócrito. "Uma ótima aluna". Pensou nela quando soube. (Mariana Toniatti)
Leia mais sobre esse assunto