12/04/2008 00:25
Chuva, frio e calçadas alagadas. A manhã de ontem dava sinais de que a freqüência nas escolas de ensino infantil fosse cair em relação a um dia normal. Nada disso. Os pequenos alunos não se acanharam com o tempo adverso e foram às salas de aula. Nas unidades da rede municipal, conforme as diretoras, o comparecimento praticamente foi o mesmo. As mães usavam guardas-chuvas para garantir a ida das crianças. O POVO visitou duas unidades. A opinião das diretoras era idêntica: a freqüência pouco cai, mas as crianças ficam mais agitadas.
No final da manhã, era hora da dona-de-casa Célia Maria Conceição, 36, buscar o filho Emerson e a sobrinha Luiza, ambos de seis anos, na escola José Batista Oliveira, no bairro Panamericano. "Eles não deixam de vir. A não ser que estivesse trovejando. Ela (Luiza) acorda é mais cedo que a gente para vir à escola", afirma. "Eu gosto daqui", resume Luiza. Balançando a cabeça e sorrindo, Emerson confirma que gosta das aulas. A dona-de-casa Francisca Alves, 63, também não mediu esforços para levar o neto Ronner, 6. "Vem de qualquer jeito. Qual o problema da chuva? Eu quero mais é que ele estude. E ele gosta da aula", comenta a avó.
De acordo com a vice-diretora da unidade, Juraci Monteiro, a freqüência normal oscila em torno de 95%. "Hoje é pouco menos disso. Talvez, 85%", diz. "Elas vêm mais agitadas por causa da chuva. Mas, de qualquer forma, vêm", completa.
Já na escola Paulo Sarasate, no Demócrito Rocha, a diretora Neuma Rodrigues também esperava um bom comparecimento. "Só cai muito à tarde, se passar o dia todo na chuva. A chuva da manhã, geralmente, não causa muitas faltas", acrescenta. "Elas ficam querendo brincar na chuva. Algumas chegam atrasadas. Já chegam mais animadas, agitadas", revela. Ainda segundo ela, em dias chuvosos, é costume na unidade fazer um intervalo para a merenda e cancelar o recreio para liberar as turmas mais cedo.
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