14/03/2008 00:32
Órgãos da Prefeitura de Fortaleza estudam como deve ser feita a remoção de moradores que vivem nas proximidades da Lagoa do Papicu, na favela do Pau Fininho. Até o dia 31 as famílias já devem ter sido retiradas do local, para o início das obras do projeto de habitação e revitalização. É o que informa Olinda Marques, presidente da Fundação de Desenvolvimento Habitacional de Fortaleza (Habitafor). Segundo ela, até o fim deste mês a verba para a construção das novas casas, melhoramento de unidades e revitalização da área deve ser repassada pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Ontem, representantes da Habitafor, Secretaria Executiva Regional (Ser) II, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Controle Urbano (Semam) e de associações de moradores locais se reuniram na Câmara Municipal para discutir o assunto. Na reunião, ficou agendada, para ainda este mês, um novo encontro com o objetivo de estudar as primeiras ações práticas para a remoção das famílias.
Ano passado, foi realizado um cadastro das 622 famílias que devem ser beneficiadas pelo projeto habitação e revitalização. Desde então, outras famílias passaram a habitar o local. A Prefeitura procura identificar quais barracos são realmente habitados por famílias, e quais foram montados por especulação. Um morador da região afirma que teme a degradação completa do local, ocupado por barracos que despejam dejetos da lagoa e poluem a região. Em dezembro do ano passado, uma apuração detectou 87 barracos montados após o cadastramento das famílias. Segundo o mesmo morador, nos últimos dois meses esse número chegou a dobrar.
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