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Médicos do IJF rejeitam proposta da Prefeitura

Categoria também rejeitou proposta de greve e resolveu manter operação acolhimento (atendimento a todos os pacientes)


13 Mar 2008 - 01h46min

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Os médicos do Instituto José Frota (IJF) resolveram durante assembléia na noite de ontem recomeçar o que eles chamam de operação acolhimento, que é o atendimento a qualquer paciente que chegue ao hospital, independente da gravidade. Por ser um hospital especializado em traumas, o IJF deveria realizar uma triagem dos pacientes. De acordo com o médico Francisco Rodrigues, que integra a comissão de elaboração do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) exclusivo dos médicos do IJF, o hospital sempre fez o acolhimento de todos. "Durante a assembléia rejeitamos a proposta da Prefeitura e optamos pela não aprovação da greve (que manteria apenas 30% dos profissionais de plantão)", diz Rodrigues.

Os médicos querem a aprovação de algumas propostas como um vencimento-base de R$ 2.660,00 para plantonista, gratificação por trabalho em hospital terciário de 60%, e adicional de insalubridade de 40% para os médicos. Além de melhoras nos vencimentos com o PCCS, o doutor Ramos Júnior também cobra melhorias nas condições de trabalho e atendimento.

Segundo o médico, a situação é insustentável. Ele cita que antes as macas eram dispostas na entrada da emergência. Agora, dobram os corredores todas as segundas-feiras. "É um problema de gestão. Há um adolescente aqui, de 13 anos, com meningite, que entrou no hospital há 52 dias. Ele foi para a mesa de cirurgia oito vezes, não foi possível realizar o procedimento porque faltava uma cola biológica que custa R$ 1 mil por paciente", denuncia Ramos Júnior.

Durante o encontro, críticas à gestão da prefeita Luizianne Lins. Foram distribuídas cópias de matéria da revista Época, que denuncia que a Prefeitura de Fortaleza e outras gestões do PT celebraram contratos com a financiadora de projetos Finatec (que tem suas contas sob investigação). Apesar do material, Ramos diz que o movimento não possui caráter político partidário. O deputado estadual Heitor Ferrer também diz que a questão não é política. "É de estrutura, não há mais condições", ressalta. Alguns médicos assinaram, durante a assembléia, documento-denúncia que aborda questões estruturais do hospital, como elevadores com defeito e superlotação na sala de recuperação, dentre outros.

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