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Fortaleza

FORTALEZA

Incêndio destrói último andar da loja Zenir no Centro

Daniela Nogueira
da Redação


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30/01/2008 00:31

Não se sabe a causa do incêndio, considerado de médias proporções(Foto: SEBASTIÃO BISNETO)
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Não se sabe a causa do incêndio, considerado de médias proporções(Foto: SEBASTIÃO BISNETO)

Corre-corre no Centro de Fortaleza. O motivo da agitação, na tarde de ontem, foi um incêndio em um dos pavimentos da loja de eletrodomésticos e móveis Zenir, que durou aproximadamente duas horas para ser apagado. No quarto pavimento, o último do prédio, localizam-se o depósito de materiais e o refeitório da loja, onde funcionários que lanchavam perceberam o fogo. O incêndio foi considerado de médias proporções pelo Corpo de Bombeiros e é o segundo em loja de eletrodomésticos, este ano, na Capital. Ainda não se sabe a causa do início das chamas.

A grande quantidade de fumaça, o difícil acesso ao local e a escuridão dificultaram os trabalhos. A energia elétrica na loja foi suspensa e os funcionários retirados do lugar assim que os bombeiros começaram a tentar debelar o fogo. No início do incêndio, havia cerca de 50 pessoas trabalhando no prédio. Dez viaturas do Corpo de Bombeiros, com capacidade para 4 mil e 6 mil litros de água, foram usadas.

Na loja, localizada na rua Senador Pompeu, 1034, havia extintor, hidrante e mangueira, segundo o coronel Sérgio Gomes. Muitos dos estabelecimentos comerciais vizinhos fecharam suas portas quando as chamas começaram. Policiais militares auxiliaram nos trabalhos, fazendo o isolamento da região. Agentes da Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e de Cidadania (AMC) controlaram o tráfego na área e um trecho da rua foi interditado. O gerente da loja não quis falar com a imprensa. Os demais funcionários também não foram autorizados a se manifestar. O clima era de preocupação e medo. Muitos choravam, outros davam notícia à família pelos celulares.

Enquanto isso, alguns homens tiraram a camisa do uniforme e tentaram ajudar os bombeiros, indicando o local de mais fácil acesso ao último pavimento e retirando os produtos, principalmente colchões, dos outros andares. Com tanta fumaça, dois desses funcionários e um bombeiro passaram mal e foram atendidos por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Somente os bombeiros tiveram acesso ao local do incêndio e todos usavam máscaras de oxigênio. Cerca de 20 homens trabalharam na operação, que teve o apoio das equipes de socorro de incêndio, salvamento e resgate. De acordo com o assessor de comunicação do Corpo de Bombeiros, major José de Melo Neto, a grande quantidade de caixas de papelão contribuiu para que o fogo aumentasse.

Não havia paredes rachadas, nem o prédio corria risco de desabamento. A preocupação maior era quanto a um botijão de gás que havia no local do incêndio. Ele não foi atingido pelas chamas. O fogo foi totalmente debelado às 17h40min, com anúncio do coronel na calçada da loja, seguido de comemoração com palmas e choro de funcionários. Uma janela de vidro foi quebrada depois para facilitar a entrada de ar no espaço.

E-MAIS

O incêndio virou atração no Centro. Eram muitas as pessoas que se espremiam na multidão de curiosos para tirar fotos com o telefone celular.

Uma viatura do Ronda do Quarteirão, com dois policiais, foi a primeira equipe a chegar ao local do incêndio.

Segundo o assessor de comunicação do Corpo de Bombeiros, major José de Melo Neto, quando o incêndio é criminoso e há vítimas, a perícia começa logo a analisar o caso.

Mas, se o incêndio não for criminoso e não houver vítimas, o proprietário do local do incêndio deve solicitar, em uma delegacia, guia para que o Instituto de Perícia Técnica (IPT) estude a situação.

OITO INCÊNDIOS

Últimos incêndios de grandes proporções, no Estado

21 de janeiro de 2008
Por cerca de cinco horas, o fogo consumiu o depósito da loja Rabelo, no bairro Álvaro Weyne. Colchões, madeiras e eletrodomésticos foram destruídos. As paredes que cercavam o galpão apresentavam muitas rachaduras. Uma delas desabou para dentro do prédio, o que evitou propagação maior das chamas para estabelecimentos vizinhos. Segundo o Corpo de Bombeiros, 16 viaturas e um efetivo de aproximadamente 100 homens foram utilizados.

21 de dezembro de 2007
Duas lojas onde funcionava a empresa Plastcar, no Centro, foram destruídas pelo fogo. Uma das paredes de um dos prédios acabou cedendo por causa do calor das chamas e caiu sobre um estacionamento. Ninguém ficou ferido. Nuvens de fumaça negra e tóxica, gerada pela queima de materiais plásticos, atraiu a atenção de curiosos. O incêndio só foi controlado mais de seis horas depois de combate às chamas.

18 de novembro de 2007
Um incêndio de grandes proporções, no Centro de Juazeiro do Norte, a 528 quilômetros de Fortaleza, destruiu a loja de eletrodomésticos Zenir e atingiu parte da loja de eletrodomésticos Macavi. O fogo somente foi controlado pelo Corpo de Bombeiros cerca de 14 horas depois de ter começado. As chamas atingiram quase três metros de altura. Parte da parede da loja Zenir desmoronou.

16 de dezembro de 2007
Um incêndio no depósito da DPC Distribuidora do Ceará Ltda. assustou moradores do bairro Damas e provocou desabamentos de paredes em duas residências vizinhas. Segundo o Corpo de Bombeiros, o depósito estava repleto de material de limpeza, principalmente toalhas de papel, e o fogo se alastrou com facilidade. As chamas somente foram contidas cerca de duas horas depois, mas os Bombeiros precisaram de outras quatro horas para o trabalho de rescaldo (resfriamento). Mais de quatro mil litros de água foram usados no combate ao fogo, como ainda seis viaturas (dois tanques) e 30 bombeiros militares.

15 de novembro de 2007
Um incêndio destruiu a barraca Lounge Beach, na Praia do Futuro. Segundo o Corpo de Bombeiros, o fogo teria começado no bar, perto da praia. As chamas se espalharam rapidamente por causa do vento e da cobertura de palha. A barraca ficou totalmente destruída. Ninguém ficou ferido no incêndio. Um segurança, que tentou apagar o fogo antes da chegada dos bombeiros, passou mal e teve que receber atendimento médico.

13 de novembro de 2007
Incêndio na HB Calçados, em Aracati, destruiu dois dos quatro pavilhões da fábrica, além da parte administrativa. Origem do fogo teria sido um curto-circuito na energia elétrica dos computadores. O fogo somente foi controlado cinco horas depois.

No mesmo dia do incêndio em Aracati, o fogo consumiu parte da fábrica da Grendene, situada na cidade do Crato. Equipes do Corpo de Bombeiros do Crato e Juazeiro do Norte foram mobilizadas no combate às chamas. O incêndio aconteceu em um dos galpões da fábrica, situada em uma área de 21 mil metros quadrados. Materiais como latas de cola e papelões estocados no almoxarifado facilitaram a propagação das chamas no galpão.

11 de setembro de 2007
Cerca de 20 barracos foram totalmente destruídos durante um incêndio na rua Santa Rosa, no Pirambu. Não houve feridos. Seis viaturas foram utilizadas para apagar o fogo e realizar o trabalho de rescaldo. Os fortes ventos do local, à beira-mar, a proximidade dos barracos e os materiais empregados nas construções - papelão e madeira - facilitaram a rápida propagação das chamas.


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