06/09/2007 02:05
O superintendente da Polícia Civil, delegado Luís Carlos Dantas, disse ontem que só vai se pronunciar sobre a recomendação de seu afastamento depois que o titular da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social, Roberto Monteiro, anunciar o que irá fazer. "Cabe a ele se manifestar, até porque eu tenho muito respeito à hierarquia", disse Dantas.
O titular da Civil diz estar tranqüilo e que não tem participação no vazamento do depoimento de Ana Bruna Queiroz, morta quatro dias depois de depor. Dantas diz que solicitou a instauração de um inquérito policial para apurar de quem - e onde - teriam saído as informações para a matéria do Diário do Nordeste.
O inquérito, presidido pelo delegado Evandro Alves de Sousa, ainda não foi concluído. "Minha recomendação foi no sentido de que tudo fosse mantido no mais absoluto sigilo desde o início das investigações, como faço há mais de 30 anos na Polícia", ressaltou.
Ele também diz estar surpreso com o vazamento de documentos do Ministério Público que recomendam seu afastamento do cargo. No entendimento de Dantas, o fato também pode acabar sendo interpretado como quebra de sigilo funcional. "Todas as questões estavam sendo apuradas com muita responsabilidade e sigilo", disse Dantas.
A assessoria de imprensa da SSPDS informou que o secretário Roberto Monteiro deverá se pronunciar através de uma coletivo hoje, às 9 horas da manhã, na sede da Secretaria, sobre a recomendação do MP. Já a direção do Diário do Nordeste disse que não iria falar nada a respeito do caso. O POVO tentou falar com o delegado Francisco Crisóstomo em seu gabinete e através do telefone fixo, mas não conseguiu localizá-lo.
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