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Fortaleza

Acesso domiciliar no Estado está abaixo da média da região Nordeste


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03/09/2007 01:15


Em relação ao acesso domiciliar, o índice de exclusão digital do Ceará fica atrás apenas do Maranhão, Pará, Alagoas, Piauí e Tocantins. O trabalho aponta que 5,1% da população cearense com mais de 10 anos usou Internet domiciliar nos três meses anteriores à pesquisa. A porcentagem está abaixo da média do Nordeste (5,7%) e do Brasil (14,7%). Quando se trata de uso de Internet segundo a renda Per Capita, revela-se que, no Ceará, 5,1% entre os 40% mais pobres do Estado têm acesso, enquanto entre os 10% mais ricos, o percentual sobe para 45%.

"O Brasil é um país com alta concentração de renda, está entre os 10 maiores do mundo. Na Suíça, mais de 70% da população acessa a Internet. Não se pode pensar em uma saída individual, privada. Temos alternativas, como os centros gratuitos ou subsidiados, e as escolas. Países como o Chile e Peru conseguiram fazer uma cadeia de inclusão digital, de democratização do acesso", afirmou Jacob.

O estudo critica as políticas de acesso gratuito à Internet em escolas e centros públicos brasileiros que, segundo ele, "não democratizam nem focalizam" nos setores de menor renda da população. O estudo mostra que só 0,9% da população do grupo de menor renda fez uso de centros gratuitos, mas no grupo de maior renda, essa freqüência foi cinco vezes maior: 4,5%. No Ceará, segundo o trabalho, na faixa entre os 40% mais pobres, 0,6% usou Internet nestes locais, enquanto 1,9% dos 10% mais ricos do Estado utilizaram o serviço. O Estado de São Paulo é o que apresenta os melhores índices de acesso popular aos centros gratuitos, com um índice de 2,4% de uso por parte do grupo de menor renda.

"Um dos fatores que explicam esses números é a localização. Os centros gratuitos estão, em sua maioria, em locais de fácil acesso, longe das periferias e próximo às pessoas de maior poder aquisitivo. Segundo, a classe mais pobre não sabe utilizar a Internet, tem medo de operar, de quebrar, não têm conhecimento de informática como os da classe alta. Isso faz com que os pobres se afastem dos Centros gratuitos", declarou Jacob.

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