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DOCUMENTAÇÃO

Identidade digitalizada

Fortaleza já conta com um novo sistema de identificação. Desde o último dia 2, o Instituto de Identificação está emitindo documentos feitos agora de modo digital. Segundo o instituto, o novo método garante mais segurança

Rocélia Santos
da Redação

11 Jul 2007 - 01h30min

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Lembra como era o esquema para retirar a carteira de identidade? O cidadão levava duas fotos 3x4, os funcionários entregavam o documento com os dados digitados e a pessoa melava o dedo polegar em uma almofada de tinta e deixava a digital na identidade. Depois, aos que soubessem escrever, se assinava o documento a caneta. Pronto, estava entregue a Carteira de Identidade. Mas todo isso está sendo substituído. Desde o último dia 2 de julho, o Instituto de Identificação Milton Barbosa de Sousa está como novo sistema para emissão das carteiras. Agora, todo o sistema é digitalizado.

O processo é semelhante ao já utilizado pelo Departamento de Trânsito do Ceará (Detran). Não se precisa mais levar fotografia 3x4. A imagem é captada por uma câmera digital, na hora da requisição e no próprio guichê. Não se suja mais os dedos com tinta. Agora, as impressões digitais (de todos os dedos das mãos) são capturadas por scanner. A assinatura também é digital, por meio de um equipamento específico, que fica registrado no computador.

Segundo a diretora do Instituto de Identificação, Aurimar Barreto, o novo sistema é mais seguro, pois evita falsificações, já que as digitais passarão a ficar associadas à foto em arquivo eletrônico. "Representa mais segurança para o cidadão e para nós, pois caso ele a perca, não corre o risco de ser fraudado, já que a carteira é toda digital", afirmou. Conforme Aurimar, a princípio, o prazo para entrega das novas identidades é de cinco dias. A medida que os funcionários forem se adaptando ao novo sistema, disse, o prazo vai reduzindo.

As opiniões sobre o novo sistema divergem entre os requerentes. Alguns reclamam da demora para tirar o documento. Para outros, a vaidade impede a aceitação imediata. "É mais prático, mas eu prefiro do outro jeito. Não gostei da foto que eu tirei, ficou torta, eu estou assanhada, sem maquiagem. Prefiro trazer a foto 3x4, que tá mais bonitinha", afirmou a estudante Fabiana Rodrigues da Silva, 20. "A assinatura ficou feia e a foto também. A assinatura ficou toda torta. Quando a polícia abordar a gente, vai perguntar se a gente não sabe escrever, vão achar que sou analfabeto", brincava o estudante Wescley Dias Bezerra, 17.

Mas teve também quem aprovou a mudança. "É mais prático, tira a foto na hora, a gente não tem que sujar o dedo. Só que demora um pouco. Cheguei aqui 6h30min, já são 4h e ainda não saí daqui", disse o agricultor Raimundo Nonato da Silva, 56, que estava requisitando a 2ª Via do documento de identidade. A policial militar Adeirla Freitas, 34, que trabalha no Instituto, justifica a demora. "Toda mudança demanda tempo. O pessoal tá achando demorado, pois antes a assinatura não era digital, quando eles não gostam da foto, a gente tira outra. Até eles e a gente se adaptar ao novo sistema, demanda tempo", explicou.

Conforme Aurimar, o método antigo não será desativado de vez. Os postos da Casa do Cidadão, localizados nos shoppings Benfica e Diogo e no 12º Distrito Policial continuarão expedindo documentos no processo antigo. "A mudança será gradual", disse. Ainda segundo a diretora, os postos de identificação do interior também passarão a expedir documentos digitalizados, sendo necessário o preenchimento de uma ficha que será encaminhada para Fortaleza e depois serão expedidas e enviadas para o município de origem.


Serviço
Instituto de Identificação
Rua Martinópoles, 80, Benfica
Horário de atendimento: de 8h às 17 horas


E-MAIS

O Instituto de Identificação atende, diariamente, uma média de 500 pessoas

Para solicitar a identidade, a pessoa deve levar uma cópia da certidão de nascimento ou de casamento. Ela terá o cadastro preenchido, será feita a foto e a assinatura digital. Serão também coletadas as impressões de todos os dedos das mãos em um scanner, que digitaliza e arquiva os dados para posterior análise. Depois, a pessoa recebe o número do protocolo com os dados da solicitação e data do recebimento da identidade

Segundo a diretora Aurimar Barreto, o Instituto surgiu em 1920.

“Antigamente, ninguém sabia da existência do Instituto. Todo mundo dizia que tirava documento no IML, na Delegacia da Mulher. Quando na verdade, o Instituto é que funcionava próximos a estes órgãos”, observou Aurimar Barreto

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