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ENTEADAS

Estivador é acusado de abuso sexual

Menina de 11 anos de idade está no sexto mês de gravidez, após estupro. Irmã mais nova também foi violentada sexualmente, segundo exame do IML. Elas acusam o padrasto. Os crimes teriam tido início após a morte da mãe

Nicolau Araújo
da Redação

29 Jun 2007 - 01h06min

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Um caso de estupros e gravidez comoveu policiais da Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dceca) e revoltou moradores do Parque Curió, em Messejana. Um estivador é acusado de violentar duas enteadas, uma de 10 anos e a outra de 11 anos. A mais velha está grávida de seis meses. O crime foi denunciado pela própria família das meninas, em maio deste ano, depois que a gravidez foi descoberta. As duas enteadas então apontaram o padrasto como o autor dos estupros.

Segundo o depoimento das vítimas, o estivador teria começado a assediá-las sexualmente pouco depois da morte da mãe, em outubro do ano passado. Em depoimento na última terça-feira, o acusado negou os crimes. O processo foi remetido ontem à Justiça, mas somente hoje chega às mãos da titular da 2ª Vara Criminal, juíza Edna da Mata. De acordo com a delegada da Dceca, Ivana Timbó, a prisão preventiva do acusado poderá ser decretada em breve.

Familiares contam que logo após a morte da mãe, as meninas foram morar com a avó. O padrasto então passou a sair com as enteadas sob o pretexto de comprar roupas e calçados para elas. De acordo com o depoimento das meninas, antes das compras, o padrasto as levava para a sua residência e abusava delas sexualmente. Normalmente, o "passeio" era feito com uma menina de cada vez. O estupro da menina de 10 anos foi confirmado pelo exame do Instituto Médico Legal (IML). Uma outra irmã, de sete anos, também foi submetida a exame, mas o resultado deu negativo. Segundo a Dceca, as meninas estariam recebendo acompanhamento psicológico.

Em depoimento na Dceca, o padrasto das meninas se dispôs a realizar o exame de DNA, como forma de provar que não seria o pai da criança que a enteada de 11 anos espera. Ele negou ter violentado sexualmente as enteadas e as ameaçado. Mesmo assim, a delegada Ivana Timbó indiciou o acusado, mas ele não foi preso.

Em contato com O POVO, o Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (Cedeca) observou que as meninas poderiam estar correndo risco, diante do conhecimento do endereço da moradia das enteadas, por parte do padrasto. A delegada Ivana Timbó informou ao O POVO, que qualquer pedido de proteção deve ser de iniciativa da família. Um dos programas de proteção às crianças vítimas de violência sexual é o projeto Sentinela, já implementado em 10 municípios do Estado.

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27/03/2009
22:26

ESPERO QUE ESSA MENINA QUE ESTA GRÁVIDA ... POSSA AMPARADA PELA LEI PRATICAR O ABORTO !!!!

MAIARA SANTOS

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