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Fortaleza

UNIVERSIDADES ESTADUAIS

PCCV: Servidores e governo não entram em acordo

Carlos Henrique Camelo
da Redação

Representantes dos professores e servidores das universidades estaduais se reuniram ontem com o Governo do Estado para discutir o Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV)


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07/06/2007 01:50

Professores e técnico-administrativos das três universidades estaduais e Governo do Estado ainda não chegaram a um acordo sobre a proposta de Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos(PCCV) da categoria. Uma comissão dos servidores se reuniu ontem com a Secretária do Planejamento e Gestão, Silvana Parente, e com o Secretário da Ciência, Tecnologia e Educação Superior (Secitece), René Barreira, mas a discussão não avançou.

"A discussão andou longe das nossas expectativas", afirmou o presidente do Sindicato dos docentes da Uece (Sinduece), Célio Coutinho. De acordo com ele, no dia 20 de abril, os professores encaminharam para a Secitece uma proposta de PCCV. "Nós esperávamos que eles fossem apresentar uma avaliação da nossa proposta. Foi frustrante. Fizemos um acordo com o Governo no dia 2 de janeiro, formamos uma comissão, elaboramos o plano e enviamos".

Para Célio Coutinho, o Governo do Estado não tem dado prioridade para a proposta apresentada pelos servidores. De acordo com o presidente do Sinduece, a proposta apresentada pela secretária Silvana Parente foi de uma gratificação por produtividade para a categoria. "Isso fere a lógica da Universidade, que passaria a funcionar como uma empresa. A lógica da universidade é de produção de saber".

O presidente do Sindicato dos Docentes da UVA, Francisco Augusto, afirmou que a proposta de gratificação criaria uma diferença salarial entre os professores da ativa e os aposentados. Segundo ele, a categoria é totalmente contra esta proposta. De acordo com Célio Coutinho, entre as prioridades do PCCV apresentado estão a preservação da autonomia das universidade e a diminuição da discrepância salarial entre a categoria.

Célio Coutinho afirmou que o clima na categoria é de insatisfação total. De acordo com ele, no dia 18 será realizada uma Assembléia com os servidores da Uece para avaliar o andamento das negociações. Os representantes das outras duas universidades disseram que também irão articular assembléias da categoria. No ano passado, os docentes e servidores da Uece paralisaram as atividades por cerca de cinco meses.

Nova reunião
Silvana Parente afirmou que a Secretaria fez uma primeira análise da repercussão financeira do PCCV proposto, mas que uma proposta concreta só será apresentada em uma nova reunião no próximo dia 15. Ela considerou que o nível salarial pedido pelos servidores ainda está acima da capacidade do Estado. "Vamos fazer uma simulação de valores e nos reunir com o Governador para sabermos as condições do Governo".

A Secretaria diz que o Governo tem a intenção de repor as perdas salariais dos docentes e servidores das universidades estaduais, mas ao longo dos quatro anos. Silvana Parente disse que a sua intenção é fechar o PCCV até o mês de julho para que ele seja anunciado com o índice de reajuste do serviço público.


SALÁRIOS

No Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) apresentado pelos servidores das universidades estaduais, o salário dos professores para o período de 40 horas de trabalho passaria de R$ 2.462,00 (início de carreira) para até R$ 7.736,92 (nível máximo).

Atualmente, segundo o presidente do Sindicato dos docentes da Uece (Sinduece), Célio Coutinho, os salários vão de R$ 824,72 a R$ 1.733,86.


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  • » Boa a reportagem! Infelizmente, como docente da Uece e testemunha ocular da referida reunião, também considerei frustrante as colocações da sra. secretária de planejamento e gestão. Após uma greve desgastante em 2006, um compromisso do governador recém-eleito de implementar nosso PCCV, de se formar comissão para ajustes no plano, e quase dois meses de permanência do mesmo nos órgãos do governo, vem a sra. secretária nos falar de um impacto financeiro não demonstrado e na inclusão obrigatória de gratificação de produtividade como sucedânea de parte significativa do reajuste inerente ao PCCV. É preciso que a sociedade cearense saiba do descaso governamental dos últimos governadores cearenses para com a universidades estaduais. Predomina o descaso com a manutenção física, com as condições de trabalho dos professores, a insuficiência de funcionários, a falta de recursos para material de expediente etc, etc, etc. E para corolário desse descaso de lesa-pátria com o Ensino Superior, praticam-se os sálários mais aviltantes que um profissional universitário possa receber.A despeito disso, exige-se titulação máxima, produção científica, publicações, participação em eventos para soerguer o desenvolvimento do Estado do Ceará (!). É hora, senhor governador,de honrar compromissos com a Educação, prestigiando com um salário digno quem vive a estudar, ensinar e pesquisar para o bem do Ceará. - M Diniz


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