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Fortaleza

REGIONAL III

Segurança armada nos postos de saúde

Para diminuir a insegurança dos pacientes de postos de saúde, a Regional III promete implantar segurança armada em nove unidades de saúde da área. Os usuários do serviço aprovaram a ação, já que os assaltos na área têm sido freqüentes


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04/06/2007 02:16

Em busca de uma consulta odontológica, a dona-de-casa Fátima Timóteo foi à Unidade Básica de Saúde da Família (Ubasf) Clodoaldo Pinto, no bairro Padre Andrade, na manhã de ontem. Mas ela chegou cedo demais e foi informada de que deveria voltar às 13 horas, horário mais lotado, ou à noite, turno em que seria mais fácil ser atendida. "Eu venho no começo da tarde, mesmo sendo mais lotado. Tenho medo de vir à noite. É perigoso demais". A insegurança nos postos de saúde da Secretaria Executiva Regional (SER) III vem preocupando os moradores. Por esta razão, foi dado início a um processo de licitação para implantar segurança armada em nove unidades de saúde da área.

A implantação de segurança privada nos postos de saúde pode demorar ainda três meses, prazo limite para conclusão da licitação. No entanto, a Ubasf Clodoaldo Pinto será a única atendida de forma emergencial por causa dos constantes assaltos. Um grupo de quatro homens armados com revólveres rendeu os dois vigilantes e roubou celulares, dinheiro e bicicletas dos pacientes, no dia 16 de maio. Conforme Solange Nasar, chefe do distrito de saúde da SER III, como solução inicial, o vigilante armado que fica em uma escola vizinha será reposicionado, passando para a entrada do posto. "Serão remanejados também dois guardas municipais para ficar das 7h às 19 horas, quando o guarda da escola chega".

Para a cirurgiã-dentista Valderez Prado, a solução já está demorando demais. "Chegamos num ponto em que todo dia tem assalto. A gente quer uma solução imediata, não dá mais pra esperar". Segundo ela, os guardas municipais ainda não foram deslocados. "O prazo é até quarta (amanhã). Vamos ver". Valderez está confiante no resultado do vigilante armado, mas acredita que a ação não é suficiente. "Vai melhorar, mas não vai resolver. Mas pelo menos vamos ficar mais tranqüilos", completa. A estudante Maria José Rodrigues, que vai sempre ao posto, também acha que é preciso mais. "Só um não dá conta. Aqui tá perigoso demais. A gente passa e eles levam relógio, bolsa, tudo". O posto Clodoaldo Pinto foi fechado na última quinta, 17, como forma de manifestação.

No centro de saúde José Sobreira de Amorim, no Henrique Jorge, o carro de uma enfermeira foi roubado. O veículo estava estacionado em frente à entrada do posto, quando foi levado. A diretora adjunta da unidade, Francisca da Silva, relata que um segurança armado seria muito importante. "Aqui precisa demais. A gente passa o dia aqui, correndo risco direto. O negócio tá sério". Na Ubasf Meton de Alencar, no bairro Antônio Bezerra, os casos mais freqüentes são de roubo de bicicleta. "Os pacientes chegam para o atendimento, deixam a bicicleta na entrada e quando vão embora percebem que a levaram. É um absurdo", relata Eurenice Alves, recepcionista do posto.

Ela conta que, há alguns meses, um homem armado entrou no posto. "Ele procurava por uma pessoa, mas estava disposto a atirar. E era cedo, umas 17 horas". Eurenice destaca a importância de segurança no local. "Seria ótimo, a gente sempre ouve e vê esses casos de assalto". Além das unidades de saúde Clodoaldo Pinto, Sobreira de Amorim e Meton de Alencar, outras seis receberão um segurança armado. São elas: Geórgia Benevides, no Quintino Cunha; Recamonde Capelo, no Bom Sucesso; César Cals, no Planalto Pici; Anastácio Magalhães, no Rodolfo Teófilo; Pereira de Almeida, na Bela Vista, e Ivana de Souza Paes, no Presidente Kennedy. (Yanna Guimarães)

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