Fortaleza
CORRUPÇÃO PASSIVA
Fiscal da Sefaz preso por extorsão
O auditor da Sefaz, Paulo Sérgio Barbosa Guimarães, foi preso por extorquir R$ 1,2 mil de uma empresa
Marcos Cavalcante
da Redação
01 Jun 2007 - 01h34min
Uma denúncia de extorsão levou à prisão em flagrante do auditor da Secretaria da Fazenda (Sefaz) de Aracati, a 159 quilômetros de Fortaleza, Paulo Sérgio Barbosa Guimarães, 46. De acordo com o delegado da Unidade de Segurança Integrada (USI) de Aracati, Eudes Félix, o auditor estava tentando extorquir R$ 1,2 mil de uma empresa de carcinicultura do Rio Grande do Norte, por volta de 22h30min de quarta-feira, 30. A alegação do auditor era de que existiam irregularidades no caminhão da empresa, o que geraria uma multa de R$ 3 mil.
O gerente da empresa potiguar foi ao posto da Sefaz, situado na BR-304, localidade de Mata Fresca, distrito de Aracati no horário combinado com o auditor. Lá, entregou a quantia a Paulo Sérgio, que foi guardar o dinheiro no alojamento dos auditores. "Mas o gerente já estava orientado pela Polícia para tirar fotocópia das notas de R$ 50 que ele iria entregar. Quando os policiais chegaram ao alojamento o auditor negou, a princípio, que tivesse recebido dinheiro, mas a quantia acabou sendo encontrada atrás da caixa de cimento do ar-condicionado", explica Eudes Félix. A denúncia de que Paulo Sérgio estaria tentando extorquir dinheiro de uma empresa foi encaminhada diretamente ao superintendente da Polícia Civil, Luiz Carlos Dantas.
O auditor acabou sendo preso pelo crime de corrupção passiva, previsto no artigo 317 do Código Penal, podendo pegar de um a oito anos de prisão. A assessoria de imprensa não quis comentar o caso, alegando que era uma questão de Polícia, mas informou que já foi aberto um inquérito administrativo contra Paulo Sérgio, que poderá até perder o cargo. O auditor, que está há mais de 18 anos na Sefaz, recebia um salário de R$ 10 mil. Agora Paulo Sérgio, que não possui antecedentes criminais, encontra-se na USI de Aracati. (Colaborou Nicolau Araújo)
E - mais
Em 12 de março de 2001, o auditor da Secretaria da Fazenda (Sefaz) José Wilson de Araújo foi preso e autuado em flagrante por extorsão. Wilson havia tentando extorquir R$ 7 mil do proprietário de uma fábrica de confecções, para liberá-lo de uma multa estimada pelo auditor em R$ 154 mil à época.
A extorsão havia começado em janeiro de 2001, quando José Wilson fez uma auditoria fiscal na fábrica, onde teria encontrado um débito com o fisco. Desde então, ele tentou negociar um valor para livrar a empresa do débito junto à Sefaz.
O gerente da empresa potiguar foi ao posto da Sefaz, situado na BR-304, localidade de Mata Fresca, distrito de Aracati no horário combinado com o auditor. Lá, entregou a quantia a Paulo Sérgio, que foi guardar o dinheiro no alojamento dos auditores. "Mas o gerente já estava orientado pela Polícia para tirar fotocópia das notas de R$ 50 que ele iria entregar. Quando os policiais chegaram ao alojamento o auditor negou, a princípio, que tivesse recebido dinheiro, mas a quantia acabou sendo encontrada atrás da caixa de cimento do ar-condicionado", explica Eudes Félix. A denúncia de que Paulo Sérgio estaria tentando extorquir dinheiro de uma empresa foi encaminhada diretamente ao superintendente da Polícia Civil, Luiz Carlos Dantas.
O auditor acabou sendo preso pelo crime de corrupção passiva, previsto no artigo 317 do Código Penal, podendo pegar de um a oito anos de prisão. A assessoria de imprensa não quis comentar o caso, alegando que era uma questão de Polícia, mas informou que já foi aberto um inquérito administrativo contra Paulo Sérgio, que poderá até perder o cargo. O auditor, que está há mais de 18 anos na Sefaz, recebia um salário de R$ 10 mil. Agora Paulo Sérgio, que não possui antecedentes criminais, encontra-se na USI de Aracati. (Colaborou Nicolau Araújo)
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Em 12 de março de 2001, o auditor da Secretaria da Fazenda (Sefaz) José Wilson de Araújo foi preso e autuado em flagrante por extorsão. Wilson havia tentando extorquir R$ 7 mil do proprietário de uma fábrica de confecções, para liberá-lo de uma multa estimada pelo auditor em R$ 154 mil à época.
A extorsão havia começado em janeiro de 2001, quando José Wilson fez uma auditoria fiscal na fábrica, onde teria encontrado um débito com o fisco. Desde então, ele tentou negociar um valor para livrar a empresa do débito junto à Sefaz.
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