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Fortaleza

FALSIFICAÇÃO

PF desarticula quadrilha interestadual

Landry Pedrosa
e Nicolau Araújo
da Redação

O grupo agia em oito estados e no Distrito Federal na falsificação de dinheiro, cheques e documentos, além de financiamentos de veículos de procedência duvidosa. A operação teve início no Ceará, através da prisão de duas pessoas. Outros acusados estão sendo procurados, entre eles policiais civis. No Rio, o grupo tinha ligação com o crime organizado, na Rocinha


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26/05/2007 03:58


Derrame de dinheiro falso, golpes no comércio e no sistema financeiro, além do financiamento de quase cem veículos, nas regiões Norte e Nordeste, todos de procedência duvidosa. Esses eram os crimes praticados por uma quadrilha interestadual, que há cerca de dois anos agia em oito estados e no Distrito Federal, desarticulada na manhã de ontem, pela Polícia Federal. A operação Banco Imobiliário foi desencadeada inicialmente no Ceará, através das prisões de dois acusados e da apreensão de documentos e aparelhos de informática na residência de um terceiro envolvido. As prisões ocorreram depois nos estados de São Paulo e Goiás, como ainda no Distrito Federal. Entre os implicados no Ceará estão dois policiais civis. O líder do grupo, detido em Goiânia, também é cearense.

Adauto Marcelo dos Santos e Pedro Paz da Silva, o Pedro Cabral, foram presos em Fortaleza e em Caucaia (Região Metropolitana), respectivamente. Já o policial civil Sandoval Francisco da Silva não foi localizado em sua residência, mas um mandado de busca e apreensão fez com que policiais federais deslocassem para a sede da Superintendência da Polícia Federal, no bairro Fátima, vários documentos e materiais usados na falsificação de dinheiro. Um outro policial civil, Carlos Roberto de Araújo Farias, o Robertão, também está indiciado no inquérito que apura a atuação da quadrilha. No fevereiro do ano passado, ele foi autuado em flagrante no 34º Distrito Policial (Centro), por crime de estelionato. Na companhia de duas mulheres, o policial tentou efetuar compras em um supermercado, na avenida Bezerra de Menezes, com documentação falsa.

Segundo o delegado Francisco de Assis Castro Bonfim, titular da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários (Delefaz), a quadrilha começou a ser investigada pela Polícia Federal, em março do ano passado, depois da autuação do policial civil Carlos Roberto. Na mesma época, os federais apreenderam na avenida Jovita Feitosa, na Parquelândia, cédulas e documentos falsos na residência de um outro cearense que integraria a quadrilha. Trata-se de Edmar da Silva Assunção, o Mazinho, que foi preso e autuado em flagrante.

De acordo ainda com o delegado, a quadrilha agia também nos estados do Maranhão, Piauí, Minas Gerais, Paraná, São Paulo, Goiás e Rio de Janeiro. Nesse último, o grupo mantinha relações com o crime organizado, na favela da Rocinha. No Nordeste, além do derrame de cédulas falsas, o grupo financiou no Nordeste cerca de cem veículos, com valores mínimos de R$ 40 mil. (Com agências)

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