Ir para a página sobre a Publicidade

O POVO Online

Fortaleza

SEM FIM

Obras se arrastam por 7 anos no HGF

As obras de revitalização do Hospital Geral de Fortaleza - que muitos consideram a esperança de melhora no atendimento - já duram sete anos. No momento, as obras estão paralisadas e não se sabe quando serão finalizadas

Lucinthya Gomes
Especial para O POVO

24 Mai 2007 - 02h28min

A+ A- Mudar tamanho

Cerca de 12 pacientes graves, diariamente, acumulam-se na fila de espera por uma vaga na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O número, em alguns dias, salta para 21. Na emergência, várias pessoas lotam os corredores, aguardando atendimento. Ao todo, 3.520 pacientes estão na fila para uma cirurgia, espera que, em certos casos, já dura quatro anos. Falar do cenário atual de um dos maiores hospitais da rede pública do Ceará, o Hospital Geral de Fortaleza (HGF), implica em falar sobre desafios. A reforma e ampliação da unidade, que, para muitos, representa a melhora na qualidade do atendimento, não tem data para ser totalmente concluída. A obra já dura sete anos.

Inaugurado em 23 de maio de 1969, o HGF completou ontem 38 anos de existência. No dia do aniversário do hospital, Maria do Livramento da Silva, 41, estava acompanhando a irmã Antônia da Silva Paulino, 45, uma das pacientes que esperavam em um dos corredores por um leito de UTI. "Minha irmã veio do Interior, é diabética, hipertensa, está com um AVC (acidente vascular cerebral)... A situação dela é grave. Ela já foi atendida, mas está aguardando leito e ninguém dá uma previsão. Infelizmente, o pobre sofre e a saúde pública é um descaso", critica Livramento.

De acordo com a diretora do HGF, Fátima Dias, as dificuldades existem e a demanda reprimida de leitos da UTI é crônica. "Essa reforma é fundamental para melhorar a qualidade do atendimento", diz. Conforme ela explica, algumas novas salas de UTI já haviam sido concluídas e inauguradas no ano passado, mas ainda faltavam equipamentos. Segundo ela, em um mês, será feita a reinauguração dessas salas com a entrega do material, que inclui respiradores e monitores. Dados da assessoria de imprensa indicam que, com isso, o HGF, que hoje tem 12 leitos de UTI, passará a ter 40.

Outro ponto crônico citado por ela é a superlotação de pacientes na Emergência. Para o chefe do setor, Hugo Andrade, a situação é crítica e vem piorando. Para a reforma da Emergência, Fátima Dias acrescenta que já existem R$ 3,9 milhões de verba assegurada, sendo R$ 1 milhão do QualiSUS, do Ministério da Saúde, e o restante do Governo do Estado. Com relação à reforma, Hugo Andrade afirma que o objetivo é dar mais condições para o profissional trabalhar e para o paciente ser atendido. "Mas não necessariamente a reforma vai resolver o problema de superlotação. Isso não significa que vai reduzir a demanda. Esse é um problema que ultrapassa os limites do HGF", opina.

Em meio aos desafios, Fátima Dias aponta que o maior deles está relacionado aos recursos humanos. Isso porque 52% dos funcionários de todo o HGF são prestadores de serviço, seja por cooperativa, seja por firma. Diante disso, as esperanças voltam-se para o último concurso público realizado pelo Governo do Estado. "Nós estamos certos de que vamos melhorar isso quando esses profissionais forem convocados. Médico é o profissional mais urgente, aqui. Esperamos que a convocação aconteça ainda nesse semestre. Com isso, o HGF vai dar um salto de qualidade muito grande". Fátima estima que o percentual de prestadores de serviço em relação aos funcionários do HGF será reduzido de 52% para 10%.


E-MAIS:

Com relação à espera por cirurgias e procedimentos, a diretora do Hospital Geral de Fortaleza (HGF), Fátima Dias, afirma que algumas medidas têm sido adotadas para driblar a demora nas filas. Entre elas, a realização de mutirões. Em maio, o mutirão foi de próteses auditivas e, em junho, será de próteses ortopédicas. Um dos objetivos é fazer um mutirão de coloproctologia, para reverter o quadro de pacientes colostomizados.

Para a diretora, reduzir o número de profissionais terceirizados no HGF é um dos caminhos para melhorar o serviço. "Trabalhar com eles (prestadores) é muito bom, mas a gente não sabe se eles vêm amanhã e eles também não têm segurança. A auto-estima de quem é efetivo influencia nas condições de trabalho desse profissional".

Ela ressaltou também a importância da humanização do tratamento. Ela defende ser necessário oferecer atendimento com carinho, o que beneficia o tratamento do paciente.

Dê sua nota clicando nas estrelas

Leia mais sobre esse assunto

Espaço dos leitores:

Comentar esta notícia

Seu nome:

Seu e-mail:

Sua cidade:

Comentário:

Importante: Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade de seus autores e as conseqüências derivadas deles podem ser passíveis de sanções legais. O usuário que incluir em suas mensagens algum comentário que viole o regulamento será eliminado e inabilitado para voltar a comentar.

Botao para a página sobre a Publicidade

Indique esta notícia

Seu nome:

Seu e-mail:

Nome do destinatário:

E-mail do destinatário:

Ir para a página sobre a Publicidade

Charge

Ir para a página sobre a Publicidade

© 2008 O POVO - Todos os direitos reservados