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Tema só virou livro no Brasil em 2006


21 Mai 2007 - 02h41min

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A literatura mundial já trabalha o tema desde a década de 1960, quando começaram a se desenvolver seus primeiros estudos, nos Estados Unidos. Meio século depois, o Brasil começou a esquadrinhar o tópico. O único livro lançado no País sobre o assunto foi publicado apenas em abril do ano passado, no Rio de Janeiro. Arquitetura contra o Crime é o título da obra do tenente-coronel da Polícia Militar do Rio de Janeiro, Marcos Antônio Amaro, também chefe da segurança do prefeito da Cidade, César Maia. Baseado em sua experiência, ele trata da segurança coletiva nos projetos urbanísticos e nos prédios públicos; e da segurança individual nos projetos arquitetônicos.

Um projeto de arquitetura adequado pode aumentar a segurança individual e coletiva. É o que defende o autor, que, antes da pesquisa do paranaense Roberson Luiz Bondaruk, já se baseava na teoria internacional da Prevenção do Crime através da Arquitetura Ambiental (CPTED, sigla em inglês). Seguindo os princípios da CPTED, Amaro fez um estudo no Rio de Janeiro e no Exterior. "O Chile, por exemplo, é o país da América do Sul mais desenvolvido nessa área. Lá, eles já conseguiram colocar o tema na grade curricular das faculdades de Engenharia e Arquitetura", aponta Marcos Amaro, em entrevista ao O POVO.

Se o planejamento levar em conta a segurança antes de a obra ser executada, economiza-se e pode-se evitar o delito. Para o tenente-coronel, às vezes uma pequena intervenção no espaço físico de uma obra pode evitar a prática criminosa. "Policial custa dinheiro. Prevenindo o crime você evita o problema e gasta menos dinheiro com pessoal. Nesse caso você pode empregar o policial de uma melhor forma", defende Amaro, cujo livro é resultado de sua pós-graduação em Políticas Públicas de Justiça Criminal e Segurança Pública pela Universidade Federal Fluminense (UFF).

Roberson Bondaruk concorda. De acordo com ele, 70% das ocorrências no Paraná são de baixo potencial ofensivo. "A viatura policial tem cada vez menos tempo pra conversar com as pessoas. A demanda de repressão é grande demais, com coisas que poderiam ser evitáveis", diz. Para o policial-pesquisador, também existem caminhos pacíficos para combater a criminalidade sem a utilização da violência.

LIVRO

Mais informações sobre o livro podem ser obtidas diretamente com o autor através do e-mail magmr@terra.com.br.

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