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INFANTO-JUVENIL

Diagnóstico precoce de câncer oferece mais chances de cura

Buscar o aprimoramento das políticas públicas no Estado voltadas para o diagnóstico precoce do câncer. Esse é o objetivo do I Encontro Cearense de Diagnóstico Precoce do Câncer Infanto-Juvenil, que será realizado de 23 a 26 de maio, pela Associação Peter Pan em parceria com a Secretaria da Saúde do Estado

Lucinthya Gomes
Especial para O POVO

17 Mai 2007 - 01h32min

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CHANCES DE CURA do câncer infanto-juvenil são de 60% a 70%, desde que seja diagnosticado precocemente (Foto: Evilázio Bezerra)
As chances de cura do câncer infanto-juvenil são de 60% a 70%, desde que a doença seja diagnosticada precocemente. Diante desse dado, a presidente da Associação Peter Pan, Olga Maia, afirma ser necessário despertar o olhar do cuidador e da sociedade, por causa da falta de informação, e convocar o poder público para fazer a parte dele. Durante entrevista coletiva, concedida na manhã de ontem, ela anunciou a realização do I Encontro Cearense de Diagnóstico Precoce do Câncer Infanto-Juvenil, nos dias 23 a 26 de maio, que tem o objetivo de buscar o aprimoramento das políticas públicas do Estado do Ceará relacionadas à temática.

Conforme a coordenadora do Serviço de Onco-Hematologia do Hospital Infatil Albert Sabin (Hias), Selma Lessa, que preside o evento, o encontro vai atuar em três frentes. A primeira delas é a comunidade, despertando inclusive o profissional do Programa Saúde da Família (PSF) para o diagnóstico do câncer. A segunda trata de como essa criança vai chegar ao centro de atendimento, pois a meta é abreviar esse percurso, por meio de parcerias com as secretarias de saúde.

A terceira frente aborda a importância de, depois de a criança ter sido encaminhada, dar um retorno às famílias, garantindo que esse ciclo seja sempre cultivado. De acordo com Selma, pretende-se fazer também o monitoramento das ações, que envolvem diagnóstico precoce e tratamento especializado. "Mas além de debater essas três frentes, a gente vai discutir uma política de saúde voltada para o câncer infanto-juvenil, que não existe ainda", complementa Olga.

De acordo com ela, essa política pública deve também estar voltada para uma estratégia de divulgação, como meio de incentivar a participação da sociedade nessa causa. "É preciso unir o poder público, a iniciativa privada e o terceiro setor para criar uma rede de ação", argumenta, explicando que é preciso propiciar a cura do câncer infanto-juvenil aliada à qualidade de vida e humanização, por meio da ressocialização, auto-estima, brincadeira, iclusão social e do incentivo à vivência escolar, entre outros.

Por isso, ela garante que o evento é apenas o primeiro passo. "Nós, da Associação Peter Pan, estamos fazendo a nossa parte. Fizemos recentemente uma visita ao governador e a postura dele vai ser decisiva para acelerar ou desacelerar essa obra", diz Olga. O I Encontro Cearense de Diagnóstico Precoce do Câncer Infanto-Juvenil é uma parceria da Associação Peter Pan com a Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) e será realizado no Hotel Vila Galé. O público-alvo inclui profissionais e gestores públicos de saúde.


SERVIÇO:

Para fazer doações ou obter mais inscrições sobre o I Encontro Cearense de Diagnóstico Precoce do Câncer Infanto-Juvenil, os interessados devem ligar para 3101-4058.


COMO DIAGNOSTICAR O CÂNCER INFANTO-JUVENIL

* O câncer na criança e no adolescente acontece de forma diferente do adulto. Não é tão ligado à genética e apresenta sinais e sintomas que permitem a suspeita precocemente

* Palidez, adinamia, aumento do volume abdominal, um brilho diferente no olho, manchas no corpo que não regridem, aparecimento de gânglios. Ao perceber esses sinais, a família deve procurar um profissional de saúde

* O pediatra ou profissional de saúde faz uma triagem, para descobrir quais sinais estão relacionados ao câncer ou outras doenças. No início, o câncer pode ser confundido com outras doenças. Daí, a importância de buscar ajuda profissional

* O profissional conversa com a família, prestando esclarecimentos, e, se necessário, encaminha para os exames.

* Com essas medidas, é possível tranqüilizar a familiar ou ficar em alerta quanto ao desenrolar dos sintomas

Fonte: Selma Lessa, coordenadora do Serviço de Onco-Hematologia do Hospital Infantil Albert Sabin, e Ceci Vale, coordenadora do Núcleo de Ensino e Pesquisa do Serviço de Onco-Hematologia

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