08/05/2007 01:37
Quando a situação exige um dentista, também não é fácil. Em algumas unidades de saúde, por mais simples que pareça o caso, a demora incomoda os usuários. E onde tem tudo para funcionar, inclusive, os profissionais, a burocracia é o obstáculo. É o caso do Centro de Saúde da Família Dr. João Elísio Holanda, no bairro Aracapé. Nessa unidade básica, o consultório odontológico está no almoxarifado, pois a empresa responsável pela instalação não fez o trabalho direito e agora a questão é administrativa.
No bairro Aracapé, a Unidade Básica da Saúde da Família Dr. João Elisio Holanda, tem as salas e os aparelhos dos consultórios, os profissionais, mas o serviço não tem previsão de quando será oferecido. A coordenadora do posto, Marly Silviana, diz que a empresa que ganhou a licitação não fez a instalação direita e que foi instaurado um processo administrativo contra a mesma. "O problema é a burocracia". Enquanto não é resolvido o impasse, os dois profissionais atuam na prevenção, mas Marly reconhece que a população necessita do serviço.
O motorista José Laerte Gomes, que mora perto do posto, observa que precisa de atendimento odontológico e não pode pagar. Ele acrescenta que necessita fazer extração e não consegue. "É um absurdo, tem dentistas e por causa da burocracia os aparelhos vão acabar se estragando".
Nos postos de saúde são feitos a parte preventiva, extração, limpeza, restauração e remoção de tártaro. Se o tratamento é especializado a demora é maior. A dona-de-casa Adriana Cordeiro diz que tem 2.502 pessoas na sua frente esperando por vaga. No último dia 26 de abril, ela foi ao Centro de Saúde Dr. Graciliano Muniz, no Conjunto Esperança, saber a classificação e constatou que estava no número 501. "Compro remédio para passar a dor, sei que a infecção causa outras doenças, mas não posso pagar". Quem precisa de tratamento de canal tem de ter paciência.
Lídia Dias Costa, gerente da Célula de Atenção Básica da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), diz que existem problemas estruturais em algumas unidades como é o caso da CS João Elísio Holanda, mas as providências estão sendo adotadas. No que se refere à atenção básica, ela acrescenta que existem dentistas em todas as unidades de saúde, pois integram o Programa Saúde da Família (PSF). Depois da primeira consulta, as demais são agendadas até o fim do tratamento. Ela observa que a dificuldade ainda é para o tratamento dentário especializado. Segundo ela, a idéia é implantar pelo menos um Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), do Município, em cada Secretaria Executiva Regional (SER) para atender à demanda. O CEO do CS Floresta, por exemplo, está em fase de conclusão e há previsão de construção de mais dois este ano. (FG)
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