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Preso mais um acusado de furtar o BC

Polícia prende mais um acusado de integrar a quadrilha que furtou R$ 164,7 milhões do BC, em Fortaleza. Edson Pereira Queiroz foi identificado na Operação Facção Toupeira, no ano passado, que buscou prender assaltantes que escavam túneis para chegar aos cofres das agências bancárias


20 Abr 2007 - 02h04min

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Oito meses após ser flagrado na Operação Facção Toupeira, realizada pela Justiça Federal, em dez estados, no início do semestre passado, o paulista Edson Pereira Queiroz, o Caverna, 24, foi preso na última quarta-feira por policiais do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic), no Jabaquara, em São Paulo. A prisão somente foi divulgada ontem. Ele é acusado de integrar a quadrilha que furtou R$ 164,7 milhões da agência do Banco Central, em Fortaleza.
O furto milionário aconteceu em agosto de 2005 e foi o maior da história do País. Cerca de 25 homens escavaram um túnel de acesso ao cofre do Banco Central. A quadrilha alugou uma casa, na rua 25 de Março, no Centro, que foi o ponto de partida das escavações. O túnel, com cerca de 80 metros de comprimento, passou debaixo de uma das avenidas mais movimentadas da cidade, a Dom Manuel. Dos R$ 164,7 milhões furtados, menos de 10% foram recuperados. O homem apontado como líder da quadrilha, Antônio Jussivan Alves dos Santos, o Alemão, continua foragido.

A Operação Facção Toupeira, que buscou prender assaltantes de bancos que utilizaram túneis para chegar aos cofres, identificou Edson Pereira como um dos homens que também integrou a quadrilha que foi flagrada quando cavava um túnel que já tinha cerca de 85 metros e desembocaria em agências do Banrisul e da Caixa Econômica Federal, em Porto Alegre (RS). Dez dos assaltantes estavam dentro do túnel, que estava sendo escavado a partir de um prédio alugado. Até tanques de oxigênio foram encontrados no local.

Em junho do ano passado, ele chegou a ser monitorado em vários aeroportos brasileiros, como em Maceió (AL), Salvador (BA), São Paulo e Rio de Janeiro. Edson Pereira estava acompanhado de outros acusados do furto milionário em Fortaleza, mas os mandados de prisão somente foram expedidos dois meses depois, quando concluídas as investigações. (Nicolau Araújo)

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