31/03/2007 03:38
O bom exemplo deve estar na família e na escola, que têm um papel importante na educação alimentar e, por isso, devem estar em sintonia. "Não adianta querer que a escola tenha o papel de educar, se em casa as crianças são liberadas para comer guloseimas, ou ainda, a família tem hábitos saudáveis e no colégio essa educação não tem continuidade", observa Fátima Antunes, coordenadora do curso de Ciência da Nutrição da Universidade de Fortaleza (Unifor). Ela acrescenta que a escola também tem de trabalhar com os operadores das cantinas para que colaborem com o processo de educação alimentar da escola.
A nutricionista diz que é preciso que haja uma mudança urgente, pois a obesidade já é um problema de saúde pública. Além dos aspectos genéticos, tem fatores como a alimentação inadequada e o sedentarismo. Fátima Antunes observa que, infelizmente, é mais prático oferecer um pacote de biscoitos recheados, refrigerante, a fazer uma vitamina de frutas, um suco. "A praticidade da vida moderna tem favorecido o desenvolvimento da obesidade".
O endocrinologista Carlos Bruno, professor dos cursos de Nutrição e Medicina da Unifor, diz que o estímulo à alimentação adequada deve começar cedo, exige o esforço dos pais e colaboração da escola. "Todos têm de trabalhar com objetivo comum". Fátima e Carlos Bruno observam que a conseqüência da alimentação inadequada e falta de atividade física é o aparecimento de doenças como diabetes, hipertensão em crianças e adolescentes, já que saúde e nutrição estão relacionadas.
SAIBA MAIS
10 erros que não se deve cometer na educação alimentar da criança
1 - Dizer sempre sim. A criança sem limite vai abusar das calorias. Deve ter um dia na semana para comer as guloseimas.
2 - Lanches fora de hora. O ideal são seis refeições diárias. Evitar beliscar fora desses horários.
3 - Oferecer comida como recompensa. Exemplo: coma toda a sopa para ganhar a sobremesa.
4 - Ameaçar castigo para quem não cumprir o combinado. Se não comer salada, não vai ganhar presente. Essa postura faz com que a criança sinta mais raiva da salada.
5 - Brincadeira na mesa. Evite fazer aviãozinho.
6 - Ceder ao primeiro não gosto. A criança tem tendência a dizer que não gosta de uma comida que ainda não provou. Cada um pode comer o que quiser, mas não custa nada experimentar.
7 - Substituir refeições. Exemplo: não quer comer arroz e feijão, então toma uma mamadeira. Se a criança conseguir uma vez vai repetir essa estratégia.
8 - Tornar a ida a uma lanchonete num programa. A comida de casa fica meio sem graça.
9 - Servir sempre a mesma comida. A criança vai enjoar, além de ficar com carência de outros nutrientes.
10 - Dar o mau exemplo. Não adianta mandar a criança tomar sucos e somente beber refrigerantes.
Fonte: site da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso) - www.abeso.org.br
LANCHE SAUDÁVEL
- Substituir referigerante pelos sucos naturais;
- Fazer o sanduíche com tomate e alface, queijo. Evite molhos e maionese;
- Suco com biscoitos sem recheios;
- Uma fruta. Se vai levar para a escola, é recomendado descascar e envolver com papel filme.
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